JUSTOS-CAPA- JOZEF E VIKTORIA ULMA

 

No Museu do Holocausto – Yad Vashem – em Jerusalém, existe uma árvore plantada em homenagem a cada “Justo entre as Nações”, título concedido pelo governo de Israel em reconhecimento a todos os não-judeus que durante a Segunda Guerra Mundial salvaram vidas de judeus da sanha sanguinária do nazismo.

Jozef Ulma e sua esposa, Viktoria Ulma são Justos entre as Nações.

Jozef e Viktoria Ulma- CASAMENTOO assassinato da família Ulma – uma família inteira que foi morta junto com os judeus que eles estavam escondendo – tornou-se um símbolo do sacrifício polonês e martírio durante a ocupação alemã.

Jozef Ulma era um fazendeiro e fotógrafo amador que morava com sua esposa Viktoria e seus seis filhos pequenos na pequena cidade de Markowa, no condado de Lancut, distrito de Rzeszow.

Como outros residentes de Markowa, os Ulma testemunharam a execução dos judeus de sua pequena cidade no verão de 1942.

Os judeus foram levados para fora de suas casas, metralhados  e enterrados em um antigo Jozef e Viktoria Ulma-FAMÍLIAcemitério de animais. Alguns conseguiram escapar e se esconderam na área circundante.

No outono de 1942, enquanto a caça aos judeus por alemães e também poloneses antissemitas estava acontecendo na área, uma família judaica de Lancut pelo nome de Szall veio a Markowa para encontrar abrigo.

Quando eles pediram a Jozef e Viktoria Ulma para escondê-los, o casal concordou, levou-os para sua fazenda.

Embora a propriedade dos Ulma estivesse na periferia da cidade, a presença dos judeus na fazenda logo foi descoberta.

Não é certo quem os denunciou aos alemães, mas há relatos de que um policial de Lancut com o nome de Wlodzimierz Les, com quem os Szalls deixaram seus pertences, os entregou para ficar com suas propriedades.

Durante a noite de 23/24 de março de 1944, a polícia alemã chegou a Markowa de Lancut.

Jozef e Viktoria Ulma-na fazendaEles encontraram os judeus na fazenda Ulma e os assassinaram. Depois, mataram toda a família Ulma – Jozef, Viktoria, que estava grávida de sete meses, e seus seis filhos pequenos: Stanislawa, Barbara, Wladyslawa, Franciszka, Maria e Antoni. A criança mais velha tinha acabado de começar a frequentar as aulas na escola primária.

Yehuda Erlich que estava escondido em Sietesz, a poucos quilômetros de Markowa e que sobreviveu à guerra, descreveu o imenso impacto do assassinato da família Ulma:

“Na primavera de 1944, a família judaica foi descoberta escondida. Como resultado, houve enorme pânico entre outros camponeses poloneses que estavam escondendo judeus”.

“Na manhã seguinte, 24 cadáveres de judeus foram descobertos nos campos. Foram assassinados pelos próprios camponeses que lhes Jozef e Viktoria Ulma- com um filhohaviam dado refúgio por 20 meses”.

Outros fazendeiros, entretanto continuaram a esconder judeus, apesar do medo terrível da descoberta. Isso está em completa contradição com a conduta dos aldeões de Jedwabne, que assassinaram seus vizinhos judeus, e que se tornaram representantes da cumplicidade polonesa no assassinato dos judeus.

Em 13 de setembro de 1995, o Yad Vashem, Museu do Holocausto de Israel reconheceu Jozef Ulma e sua esposa, Viktoria Ulma, Justos Entre as Nações.

Um monumento em homenagem a Josef e Viktoria Ulma e seus seis filhos foi inaugurado em Markowa em 2004.

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