verbo: ESCUTAR
1.transitivo direto
estar consciente do que está ouvindo.

2.transitivo direto
ficar atento para ouvir; dar atenção a.

 

Sabiam que pensamos melhor quando alguém nos escuta de coração aberto e com atenção?

Ter alguém que nos escuta de fato, faz com que elaboremos melhor nossos pensamentos, nossas idéias se organizam além de gerar um bem estar imenso. Tem algo mais incômodo do que percebermos que quem está nos escutando está ansioso, impaciente, não prestando atenção de fato ao que falamos? Como se esse comportamento fosse possível de ser disfarçado.

A necessidade de ser escutado é estritamente humana. A escuta tem o poder de fortalecer laços e falta dela, rompe-los. Na minha pratica com cuidadores de idosos ou aqueles que chamamos de cuidadores afetivos (geralmente familiares), é frequente a queixa de que escutar um idoso é desafiador. Por vezes os idosos contam a mesma história, podem ser mais lentos, se perdem na narrativa ou se estendem demais e muitas vezes o familiar, que tem tantos outros afazeres, não dá atenção, demonstra mesmo querendo disfarçar, impaciência e por vezes irritabilidade.

O que percebo é que a pessoa com dificuldade de escutar, acredita que isso é apenas com o idoso, e não é! Ela pode não perceber, mas não sabe escutar outras pessoas também. Não quero me ater apenas ao fato de que vivemos em tempos complicados, pouco tempo para muita demanda, muita tecnologia, bombardeio de informações. Sim isso tudo é fato! O problema é que mesmo quando estamos fora desse ambiente, desaprendemos o escutar afetivo. Quem não tem aquele amigo que quando se encontram, fala de si mesmo desenfreadamente e encerra sem nem ao menos perguntar sobre você e, quando pergunta, é de uma forma que deixa claro que não está interessado nos detalhes e espera que você seja breve, enfim, resuma! Recentemente escutei uma conversa de minha mãe de 86 anos ao telefone com uma de suas amigas e, ela brava disse: “Não te ligo mais mesmo, sabe por que? Você não me deixa falar, só você quer contar sobre seus problemas e quando vou falar dos meus, você diz que precisa desligar”. Parece engraçado, mas é triste! E infelizmente, muito comum. Em terapia, uma das maiores queixas de esposas, é que seus maridos não as escutam, apenas as ouvem de uma maneira “pro forma”, e vice versa. Uma amiga ao voltar de um primeiro encontro, depois de muito tempo sem um relacionamento, resumiu da seguinte forma: “Fiquei 2 horas ouvindo ele falar, no final ele pagou a conta e me trouxe para casa, tenho dúvidas se ele sabe meu nome”. Talvez por isso estamos tão solitários! Se não sei escutar, dificilmente crio laços afetivos duradouros.

Essa é a má notícia, estamos nos isolando, queremos cada vez mais ficar no nosso canto, e escutar problemas, nem pensar! Desejamos conversas curtas, objetivas, com mínimo de detalhes possível.
A boa notícia é que a escuta afetiva pode ser treinada e reforçada. Há luz no fim do túnel!

A medida que nos esforçamos para escutar o outro, treinamos a paciência, a tolerância, porque muitas vezes o assunto do outro realmente não é interessante, mas desde quando só fazemos o que achamos interessante? E se pensarmos assim, vamos viver numa ilha. E quem disse que todos os nossos assuntos também são interessantes o tempo todo?

Um relacionamento sem comunicação, é apenas uma convivência. Relacionamento é uma via de mão dupla, dar e receber, escutar e falar, concordam?

Quando alguém diz que fulano gosta de falar mas não de escutar, é importante questionar se a relação vale a pena. Se sim, então é hora de alinhar as expectativas! Se é sua amigo (a), companheiro (a) diga que você adora escutar e sempre que possível o fará com carinho e atenção (e aí não vale só para assuntos que você gosta, se policie) mas que também gostaria de ser escutado.

Vamos colocar em pratica a escuta afetiva, todos ganham, o mundo agradece!

Magali

 

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