Um rapaz do interior foi para a cidade grande trabalhar numa fábrica. Quando conseguiu juntar algum dinheiro, comprou roupas novas, sapatos novos e até um anel de ouro com uma pedra preciosa. E voltou para a sua aldeia a fim de exibir seu sucesso.
Chegando à aldeia, foi logo cercado por amigos e conhecidos, ansiosos em saber notícias da cidade. Ele contou sobre as lojas, as roupas, as joias e sobre todas as maravilhas que se pode comprar.
– Meu filho, que utilidade tem essa pedra? – perguntou um sábio.
– Utilidade? Para quê? Ela só é bonita. Isso não é suficiente?
– Eu conheço outra pedra preciosa que, ao mesmo tempo, é útil. Venha, eu lhe mostro.
– Eu quero ver – disse o rapaz duvidando que naquela aldeia pobre pudesse haver tal pedra.
O sábio levou-o até o moinho e mostrou a mó – a pedra do moinho. Com ela moía o trigo e o milho e com isso alimentava a população do lugar.
– Estas são pedras preciosas, não por serem bonitas somente, mas por serem úteis.

Diz um provérbio judaico em sua total sabedoria: ”Não há melhor negócio que a vida. A gente a obtém em troca de nada”.
Ao valorizarmos o vazio, esquecemos das coisas simples que recebemos do Criador e nos deixamos levar pelo supérfluo.
Quando nos descaracterizamos de nós mesmos, deixamos de ver o que é visto: o que está dentro do “olhar”.
As ilusões nos tornam cegos diante do que é evidente “não há antes e não há depois”, o que há é a busca da nossa sobrevivência, da nossa fé e da nossa esperança.
Na busca do brilho que ofusca, da inutilidade do belo que nada produz, da ilusão que nos faz buscar o que se pode comprar sem que se traduza no bem comum, perdemos a dimensão do oculto, o que nos faz crescer espiritualmente, fazendo com que não tenhamos controle sobre o que vemos no nosso interior.
E nessa troca do NADA recebemos – TUDO

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