Cláudia viu Joana com o carrinho de bebê e seus quatro filhos pequenos e ajudou-os a atravessar uma movimentada rua com todo cuidado. João viu Marcelo, cadeirante, tentar passar por uma calçada em estado ruim, não hesitou, ofereceu ajuda; que, prontamente foi aceita, e assim, ambos passaram pela calçada. Danilo viu Clara tentando subir com o carrinho de neném num ônibus acessível (piso baixo), pegou as pontas debaixo do carrinho e colocou-o no ônibus. Daniela viu a dúvida de Carlos sobre aonde pegar determinado ônibus e, experiente em mobilidade na cidade, aconselhou-o a pegar o ônibus 175-X ao invés do 667-A.

Alberto estava descarregando, na chuva pesada, inúmeras caixas em um estabelecimento comercial, quando seu carrinho ficou muito pesado e precisou da “mãozinha” de Tiago, que justo estava passando na rua naquele exato momento e assim, em dois minutos, conseguiu subir o tal carrinho. Nair andava pela avenida quando viu um táxi entrando erroneamente em um corredor de ônibus na contramão, num grandeozíssimo cruzamento. Aquela cena não poderia ter um desfecho ruim. Aproveitou o sinal vermelho, então os carros parados, sinalizando para o taxista dar ré no carro e assim, entrar no corredor correto. Mais um caso “resolvido”.

Quando escolhemos morar em uma grande cidade, ou mesmo, uma pequena cidade, podemos perceber e presenciar inúmeros casos de imprevistos que requerem a “mãozinha” de alguém além do previsto, em outras palavras, isso chama fazer uma boa ação. Não precisa de tempo nem de um esforço fora do normal. Fazer uma boa ação precisa sim de boa vontade, mas o principal é estar na hora certa, no local certo. Não há a necessidade de ir até algum local, basta observar, basta andar na rua, usar o transporte público, tem sempre alguém precisando tirar alguma dúvida rápida, que alguém com mais experiência em transporte público pode fazer. Você mesmo. Eu. Qualquer um.

Todas essas cenas realmente aconteceram no cotidiano de São Paulo. Os nomes, fictícios, serviram para dar cor, forma e imagem às narrações. O ato de fazer uma boa ação pode ser muito maior do que dar uma esmola à uma pessoa que pede, não desmerecendo o caso, ao contrário, existem inúmeras outras formas de ajudar ao próximo, o ato pode ser uma coisa sútil, quase imperceptível. Quando podemos participar de um ato de boa ação, obviamente de forma voluntária, muitas vezes, meio sem querer, transforma o dia da cidade. Transforma também o dia da pessoa ajudada, e, principalmente, transforma, o SEU dia. Aquela história de gentileza gera gentileza realmente é verdade. Você vê hoje o Arnaldo ajudando o Roberto, que já não enxerga mais, a atravessar a rua na frente da Santa Casa, pode ser que naquele dia não mude em nada a sua vida, mas e se no dia seguinte o lugar do Arnaldo for seu?

Já pensou se cada um fizesse uma única boa ação por dia, na hora do almoço, ou no trabalho, ou na escola, o que seria da cidade energeticamente? Energia da cidade existe? Há quem diga que sim…e mais: há quem diga que tudo muda por um livre escolher, por um livre arbítrio inusitado, bem investido, bem apropriado. Não sei se é comum apenas de São Paulo ou do Brasil como um todo, ou mesmo do mundo, em geral, mas voltar para casa com o coração nutrido de uma cena bem feita e bem sucedida no dia, pode ocasionar uma grata surpresa para todos em volta, transformando o bem estar em algo ainda maior e deixando o mundo mais “colorido” por causa de uma boa ação. Sim, só por causa disso, sim.

http://portaljudaico.com.br/vendoo/uploads/2017/01/boa-ação-iachnerai.jpghttp://portaljudaico.com.br/vendoo/uploads/2017/01/boa-ação-iachnerai-150x150.jpgSamantha MesterCRÔNICASCRÔNICAS DA VIDA REALboa ação,cidade,Crônicas,Crônicas da Vida Real,Gentileza,respeito,sao pauloCláudia viu Joana com o carrinho de bebê e seus quatro filhos pequenos e ajudou-os a atravessar uma movimentada rua com todo cuidado. João viu Marcelo, cadeirante, tentar passar por uma calçada em estado ruim, não hesitou, ofereceu ajuda; que, prontamente foi aceita, e assim, ambos passaram pela calçada....Comunidade Judaica Paulistana