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A gente sempre vê vira-latas pelas ruas e nos impressiona a capacidade que eles têm de atravessar a rua. O cachorro aprende por mímica, ele vê e repete. Se você observar um cachorro de rua que está aprendendo essa prática, vai se surpreender. Ele fica paradinho, quando vê as pernas das pessoas se movimentando acompanha. Depois ele percebe que as pernas andam quando os carros param, e começa a atravessar sozinho nessa situação.
Bem, nossos cães não têm a chance de aprender dessa maneira porque a gente não deixa. Óbvio que não, nunca correria o risco de deixar algum cachorro meu na rua aprendendo por conta própria, nem peço que façam isso. Com nossos cães a história é diferente.
Como todas as práticas que ensinamos aos cães, essa é mais uma que exige paciência e perseverança. O cuidado que temos de ter aqui é não esquecer de dar o comando no momento certo, o que é muito comum de acontecer. Caso isso aconteça não entre em pânico, apenas continue e tente se lembrar na próxima rua que for atravessar.
O exercício é o seguinte: Quando estiver passeando com seu cachorro e for atravessar a rua, faça-o parar. No momento que você for atravessar a rua, diga “atravessa” e puxe para ele ir junto. No outro lado faça carinho. Isso tem que ser repetido muitas vezes até ele aprender. E depois pro resto da vida, só que depois que ele aprende, ele vai sozinho, não há mais necessidade de puxá-lo.
Será que dá certo? Vamos ver como o Bud aprendeu: Aproveitava minhas noites de insônia e descia com ele após a meia-noite. Atravessava a rua e voltava. Repetia. Andava um pouco. Atravessava. Voltava. Aí passei a ficar e mandava ele atravessar sozinho. Depois mandava voltar. Era o show da madrugada pros vizinhos cachorreiros, alguns desciam com os cães nesse horário, e a gente os deixava soltos para brincarem.
Um dia meu pai e o Silvio resolveram sair com Bud. Eu não estava em casa, senão eles não iriam. Esqueci de falar sobre isso, não deixo ninguém sair com o Bud, pois sei que tenho controle sobre ele, mas não confio no controle de outras pessoas sobre ele. Enfim, eles foram, super orgulhosos, pois acham o Bud lindo e gostam de aparecer com ele. Tudo ia muito bem até que meu pai resolveu atravessar uma rua. O farol fechou. Meu pai atravessou, ou melhor, tentou. O Bud empacou. O Silvio caiu na risada. Ficaram nessa situação até o Silvio se lembrar do comando. Bem, o farol abriu e fechou várias vezes, mas quando fechou e ele deu o comando o Bud já devia estar sem paciência de ficar lá esperando, porque assim que ouviu o “atravessa” saiu como louco arrastando meu pai. Quem viu a situação diz que foi muito engraçado.
A grande vantagem desse comando é que, se por acaso o cachorro escapa da coleira, sai pela porta, ou escapa de algum lugar, dificilmente ele irá atravessar a rua. Ele provavelmente vai até a esquina e volta, ou dá a volta no quarteirão.
Esse comando começou a ser utilizado nos Estados Unidos após eles perceberem a quantidade de cachorros que eram atropelados por lá. Acho esse comando muito importante, mas não é porque o cachorro aprendeu que você vai poder relaxar. Eu sempre digo que instinto é mais forte que o aprendizado, ou seja, se ele vir algo muito interessante do outro lado da rua, algo que ele considere uma presa, ele provavelmente vai atravessar.
Ah! Claro que esse treinamento pode e deve ser feito a qualquer hora, e é contínuo durante a vida do cachorro. Eu fazia quando tinha vontade de descer tarde da noite, e utilizo em todos os passeios. Se você tiver tempo para treinar isso durante o dia, ou mesmo no final-de-semana, está ótimo, mas deve ser utilizado sempre que o cachorro estiver na rua.

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