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Esse relacionamento pode ser tanto maravilhoso como desastroso. Qualquer pessoa que tenha tido cachorro por muito tempo, e vários funcionários, vai concordar comigo.
Pessoas que trabalham na sua casa – copeira, cozinheira, motorista, faxineira, o que for – não tem dever nenhum com o animal. A não ser que tenha sido conversado e resolvido entre as partes, funcionários não são obrigados a levar seu cachorro para passear, dar banho, alimentar, etc. Se foi decidido que ele irá, então leve o saquinho no passeio, pois a responsabilidade é completa.
Você deve estar pensando: O que essa mulher tem a ver com os métodos utilizados na minha casa? Eu respondo: Nada.
Senti necessidade de tocar nesse assunto porque em vários passeios com o Bud eu acabo conversando com funcionários que passeiam com o cachorro, e a grande maioria se espanta quando eu digo que não deixo a moça que trabalha em casa sair com o Bud. E essa grande maioria está sempre reclamando desse tempo gasto no passeio do cachorro, porque a essa hora na casa onde ela trabalha o almoço já vai estar atrasado, as crianças estão chegando da escola, tudo acontecendo por lá e ela presa, sem poder adiantar o serviço, porque tem que sair com o cachorro. E pior, limpar o cocô dele. Muitos já me confessaram que não pegam o cocô, têm nojo, mas os patrões pensam que ele pega. Isso não é regra, mas acontece.
Conheço funcionários que saem com o cachorro, mas fazem isso porque realmente gostam do animal, inclusive eles têm animais em casa. Esses curtem o passeio, catam o cocô, ouso dizer que alguns desempenham essa tarefa melhor que o próprio dono.
O problema é que vejo quase todos os dias, enquanto estou indo trabalhar de carro, secretárias do lar saindo com o cachorro contra sua vontade. Percebo isso claramente, quando as vejo falando ao celular ou fumando seu cigarrinho – porque em casa não pode fumar – parada na esquina, e o cachorro arrastando ou sendo arrastado, inclusive no meio de um cocô. Sério, várias vezes já vi o cachorro fazendo cocô e a pessoa andando, arrastando o coitado, como se nada houvesse. Eles têm que aprender a fazer cocô em movimento, pois a conversa está muito mais animada do que o cachorro ou o cocô dele, que como falei no início, não é assunto dela.
Se você decidiu ter um cachorro, você é responsável por ele, e com alguma sorte seu filho adolescente, principal interessado no cachorro, vai ajudar. Não conte com isso, pois tem dias de prova, baladas, etc, mas tenho certeza que, com o tempo, você vai adorar esse tempo que vai tirar no meio do dia para sair com o cachorro. Eu moro e trabalho em São Paulo, o escritório fica a 12 quilômetros da minha casa. Pego muito trânsito, mas toda tarde dou um jeito de voltar para uma caminhada pequena que seja com o Bud, só até a esquina, e é o horário que eu relaxo.
Peguei o Bud sem planejamento. Era salvar ele e os irmãos ou deixá-los na rua. Arranjamos donos pros irmãos e ficamos com ele, pois na verdade foi amor à primeira vista. Minha filha tinha 5 anos nessa época, eu sabia que ela não me ajudaria nas tarefas, óbvio, mas arrisquei. Foi sensacional, passavam o dia juntos, dormiam juntos e se protegiam mutuamente em todas as situações, inclusive das minhas brigas. Se o Bud fazia coisa errada, corria para se esconder atrás da Tamy, e se eu fosse brigar com ela por alguma razão, ele se colocava entre nós e fazia palhaçada para chamar minha atenção.
Voltando aos funcionários, a única pessoa do meu prédio que já saiu com o Bud é o Zé, meu grande zelador, que me conhece desde adolescente. Ele adora animais e hoje está com um Yorkie que faz companhia pra filha dele. Mesmo a Tamy, que hoje está com 15 anos, eu evito deixar. Ela sai com ele raramente, se houver algum imprevisto.
Agora veja bem, se algum funcionário estiver na rua com nossos cães e acontece alguma coisa com eles, de quem é a culpa? Sei que o Zé adora o Bud, nunca faria nada que o machucasse de propósito, mas acidentes acontecem (senão não seriam acidentes). Não podemos culpar o funcionário de nada, afinal, considero que ele esteja nos fazendo um favor ao sair com o cachorro, e não cumprindo um dever.
O cachorro é nosso, somos nós os responsáveis. E se o funcionário for legal o suficiente para dividir essa tarefa com você, lembre-se de mandar o saquinho de catar cocô junto.

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