1- Faça uma breve descrição do seu histórico e experiência de vida.
Nascido em 29 de agosto de 1958 em São Paulo, publicitário especializado em MKT Dirigido, mas que nos últimos 25 anos trabalhei pela comunidade judaica do Estado de São Paulo.
Comecei em um movimento juvenil judaico desde meus sete anos de idade e fiquei até os meus 21, passando neste período todo de chanic , madrich, mazkir e terminando como Peil do Hashomer Hatzair.
Após este período, montei outros movimentos juvenis, grupos universitários e de singles.
Também trabalhei na Federação Israelita do Estado de São Paulo, responsável por em montar, e ou administrar as já existentes pequenas comunidades judaicas espalhadas pelo interior e litoral do Estado.
Quando comecei este trabalho existiam 4 pequenas comunidades, quando saí da FISESP deixei 10 comunidades montadas e quase autônomas.
Estas pequenas comunidades aprenderam ao significado da palavra Tzedaká = Justiça Social. E todas elas de alguma maneira ajudam alguma entidade não judaica de suas cidades.
Atualmente trabalho na comunidade judaica de Alphaville e no Recreativo da A Hebraica.
Filho de pai artista e ator que trabalhou nas extintas redes Tupi, Excelsior e posteriormente Record, abandonando seu tino artístico para trabalhar e manter a família, minha mãe, eu e minha irmã, sempre dedicou grande parte de sua vida para melhoria de qualidade de vida de imigrantes recém chegados da Europa refugiados e ou sobreviventes da II Guerra.
Herdando este conceito de ajuda, de luta por igualdades e pelo o que é o mais importante na vida de um ser humano, a dignidade, e percebendo que como simples cidadão é muito mais difícil para não dizer impossível conseguir melhorar a qualidade de vida, a dignidade dos menos afortunados, resolvi-me candidatar a vereador, para aí sim conseguir levar adiante um dos projetos que já tenho de dar uma boa qualidade de vida e dignidade aos moradores de rua.
Fazer o Bem, Faz Bem!

2- Qual sua relação com a Comunidade Judaica?
Como dito antes, nos últimos 25 anos tenho trabalhado diretamente com a comunidade judaica. Tanto a Municipal como também a Estadual.
Diferente de candidatos que NUNCA fizeram nada e nem mesmo até pouco tempo atrás se considerava judeu, tenho uma quantidade muito grande de pessoas de nossa comunidade, desde crianças até da melhor idade que me conhecem e reconhecem os trabalhos que fiz e faço em prol do melhor a nossa comunidade.

3- Quais os projetos direcionados à nossa comunidade?
a) Projeto que propõe em todos os Chaguim e nos Shabatot tenha Guardas Civis Metropolitanos ajudando na questão de segurança nas portas das Sinagogas e ou Entidades de nossa comunidade ao invés de ficarem com radares escondidos e multando.
b) Projeto de isenções de impostos e ajuda em programas que existam ou passe a existir de nossas entidades, desde que elas também atendam o público não judeu em determinados projetos.
c) Enaltecer, fazer conhecer nossas entidades e o que elas fazem para a comunidade maior. Acredito que está mais que na hora de mostrarmos que o judeu e suas entidades atuam e muito na melhoria da qualidade de vida de muitos não judeus que moram na Capital.

4- Quais os projetos direcionados à comunidade maior?
a) Projeto Kibutz São Paulo

O projeto idealizado por Mauro Mandel que foca no grande problema que a cidade tem com os moradores de rua, utiliza o conceito do Kibutz criado em Israel, no aspecto de socialização e humanização deste grupo descriminado de nossa cidade.
A palavra Kibutz significa grupo. É uma pequena comunidade israelense economicamente autônoma com base em trabalho agrícola, agroindustrial e atualmente industrial também. Caracterizada por uma organização igualitária e democrática, obtida pela propriedade coletiva dos meios de produção e da administração conduzida por todos os seus integrantes em assembleias gerais regulares.
No pós-guerra, os indivíduos chegavam a Israel sem nenhum recurso. Eram juntados em pequenas comunidades, onde cada indivíduo era responsável por uma tarefa, a qual exercia a função para todos da comunidade, possibilitando que os demais trabalhassem em outros setores. Um ajudando o outro. O cozinheiro fazia comida para todos que não precisavam se preocupar com sua alimentação, podiam focar em outros trabalhos. Quem lavava as roupas, lavava para todos e assim por diante, onde no final do período, todos tinham alimentação, roupas lavadas, etc.
Em Israel, os kibutzim chamam a atenção por apresentarem grande desenvolvimento interno e excelência no sistema educacional. Dentro destas comunidades, a economia funciona por meio de oficinas de trabalho com diversas especialidades. Nas escolas, os alunos passam por cem horas de ensino anuais em que aprendem técnicas modernas de sociedade. Entre outras características dos kibutzim, não há circulação de moeda internamente. Com o passar do tempo, estas comunidade sofreram diversas alterações do ponto de vista filosófico. Em um primeiro momento, eram entidades que buscavam uma renovação da sociedade e nação formada pelos judeus. Porém, atualmente, com mais de 500 comunidades deste tipo presente em território de Israel, os kibutzim configuram-se como organizações complexas nos campos: econômico, histórico, político e social.
A princípio a proposta consiste na doação do terreno pela prefeitura, de preferência na periferia, onde engenheiros da própria prefeitura desenhariam o projeto das casas onde estes moradores fixariam sua residência. As Assistentes Sociais como também os psicólogos das UBS(Unidade Básica de Saúde), começariam a fazer a triagem dos possíveis moradores do Projeto Kibutz, onde após esta primeira fase, começariam os exames clínicos e toxicológicos. Usaríamos o sistema PPP (Parceria Público Privada) para a construção das casas e de todo o lote cedido pela Prefeitura.
Neste lote, que passaremos a chama-lo de Kibutz São Paulo, além das casas terão salas de aula/cursos, refeitório comunitário (as principais refeições como café da manhã, almoço e janta, serão servidos neste refeitório), enfermaria, espaço para lazer e esportes, entre outras atividades sócias culturais no decorrer do tempo. Outro espaço dentro do Kibutz São Paulo será destinado a algumas empresas e/ou indústrias que tenham interesse de se estabelecer neste local, tendo como incentivo, isenção de impostos municipais.
Em contrapartida a mesma teria que contratar os moradores do Kibutz São Paulo como seus funcionários.
O Sistema de pagamento dos salários seria da seguinte forma:
•Cada morador/funcionário teria uma conta bancária.
•A empresa/indústria faria o depósito de 80% do salário na conta do morador/funcionário e 20%* para uma conta do Kibutz São Paulo, para as despesas administrativas do mesmo. *Sugestão que pode ser readequada.
Em outro espaço do Kibutz São Paulo, criaremos uma horta e uma mini fazenda para consumo do próprio Kibutz de frutas, verduras, leites e derivados, manuseadas e cuidadas pelos próprios participantes, treinados por técnicos especializados de entidades especializadas como SEBRAI, EMBRAPA, etc.
No Kibutz São Paulo, como dito anteriormente, haverá salas de aulas/cursos para alfabetização e cursos técnicos para capacitação e inclusão deste público na sociedade Paulistano-Brasileira.
A parte de segurança, vigilância e apoio ficaria a cargo da Guarda Civil Metropolitana.
Aliando dignidade na moradia, aulas de subsistência e cursos profissionalizantes, aliaremos educação a auto-estima, criando uma força de trabalho formidável, não apenas finalizando o problema de moradores de rua para São Paulo, mas de dignidade para esse povo tão sofrido.

b) Fiscal do prefeito. Fiscalizar o que realmente está sendo feito pela prefeitura, o quanto está se gastando e onde e como, evitando desta forma possíveis superfaturamentos e desvios de verbas públicas.

c) Policiamento inteligente e constante nos bairros centrais como Bom Retiro, Barra Funda, Higienópolis, Santa Cecília, Campos Elíseos, Perdizes, Sumaré, etc.
Com um projeto um pouco parecido com o Kibutz São Paulo, só que em um espaço menor, cercado, impossibilitando a entrada (invasão) de traficantes. Este projeto requer muito mais atenção de psicólogos, médicos e assistentes sociais ful time.

5- Qual sua posição em relação ao momento atual da política no Brasil e como você acha que afeta a nossa comunidade?
A política nacional está infectada. São raríssimos políticos que estão imunes a este vírus da corrupção, do roubo, da enganação e da mentira.
Este foi e é um dos grandes motivos que resolvi entrar na política. Acredito que a única forma do Brasil conseguir crescer como deve e pode é elegendo novos políticos. É sendo muito mais criterioso na hora de votar.
Não gastar seu voto em “Tiriricas” como forma de repulsa ou até mesmo de sarcasmo.
A atual política nacional, agora com um ministro do exterior inteligente, culto e conhecido pela nossa comunidade, começa a ficar mais favorável nossa situação como minoria.
Precisamos tentar frear o antissemitismo que aumentou muito nos últimos anos.
Em relação a situação econômica, nossas entidades estão atendendo uma quantidade maior de pessoas/famílias que perderam seus empregos . E que acredito que à partir de 2018 o quadro possa começar a se reverter.

Facebook do Candidato: Mauro Hamburguer

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