Então vimos a nomenclatura das pessoas da rede, identificamos seus perfis, em seguida, aprendemos que o que move as redes sociais é a reação… muito bem… e agora?

Agora começamos a ligar os pontos… o que vemos nas redes sociais começa a fazer sentido… então falemos agora das forças que influenciam as postagens e as reações:

A Carência

Pra mim, a maior de todas as forças nas redes sociais é a carência. Sim… sei que muitos não aprovarão essa minha abordagem, mas repito… ela é MINHA visão… baseada EXCLUSIVAMENTE na experiência em gerenciar contas de clientes. Respeito se você não concordar, mas ainda assim, pra mim, é quase uma verdade tão absoluta quanto a necessidade de respirar. Vamos a ela:

Todos nós somos carentes de algo: nos faltam uma palavra amiga, nos falta atenção, saúde, auto-estima, amigos, dinheiro e tudo que ele possa comprar.

E o que a carência tem a ver com movimentar as redes sociais?

Tudo!

Quando não temos o que queremos, passamos a buscar o que nos falta. Quando está com fome o que você faz? Vai até a cozinha procurar o que comer. Quando está com frio o que faz? Levanta e procura uma malha. São reações básicas de todo ser humano. Acontece que o grau de carência determina a sua reação. Veja… estar carente não é um defeito ou problema ok? É um status quo… é um estar momentâneo onde você anseia por algo que não tem e sai em busca.

O problema é que nem sempre o que você procura, está a mão. Então o que faz? Substitui por algo palpável… Arruma um cobertor ao invés de uma malha… arruma um chocolate ao invés de uma prato de comida, etc. Ao receber atenção de alguém na internet, você se sente útil, se sente prestigiado, se sente querida. Quando procuramos um produto físico como malha ou chocolate, fica difícil de se entender, mas quando procuramos por amigos, namorado/a ou companhia e não encontramos, a simples resposta que recebemos em uma postagem, nos abraça… nos conforta… nos deixa melhor que no momento anterior.

Se a carência era por alguém para se relacionar… recebemos (ou melhor, percebemos) um afeto vindo da resposta alheia e isso nos conforta. Você fica satisfeita ou minimamente mais relaxada ao se cobrir com um cobertor quando estava com frio, sem uma malha ao alcance. Você se sente satisfeita ao chupar uma bala, não encontrando o chocolate que procurava. Essa mesma sensação de substituição nestes exemplos é a sensação de conforto que o “carente” sente ao ser respondido ou correspondido.

E se além da resposta, a outra pessoa manter um diálogo, responder às suas necessidades de interação, ahhhh, aí que tudo que ela tornar a postar, você tornará a comentar. Pode até não fazê-lo em algum momento por vergonha… pode até fazer sem saber porque fez, mas que faz… faz!

E por que?

Porque se sente abraçada. Estava carente e alguém lhe deu um pedaço de esperança. Se sentia sozinha e alguém lhe deu a mão, quase gritando: “ei, você não está mais sozinha”. Estava no escuro e alguém ascendeu uma pequena vela, mas o suficiente para iluminar sua escuridão.

E é esse afago na alma do ou da carente que a faz reagir… a faz comentar, compartilhar e curtir… a deixa ávida pela próxima postagem para participar… ela quer, faz questão e se importa em deixar claro pra você: “Você se importou comigo? Então eu me importo com você!”

Se queria companhia, se fez uma amizade mesmo sem querer fazer… não importa… ela estava carente de algo e essa pessoa a reconfortou… pronto, uma virou quase uma sombra da outra… irá participar com gosto de tudo que a outra pessoa postar e a cada resposta, e a cada elogio e a cada conversa em paralelo que lhe escutar, ou que receber “conselhos” da “nova amiga”, mais e mais presa a ela, a carente estará… e mais e mais reações ela lhe devolverá.

A Vaidade

Difícil falar sobre vaidade sem ser julgado como presunçoso, metido e arrogante. Queria somente lembrar que essa é uma análise direta e não uma comparação comigo ou com qualquer pessoa conhecida. Alias, se entrarem no meu perfil, verão que diferente de muitos, dificilmente respondo… dificilmente interajo, pessoa por pessoa… e por que? Porque não quero que me tenham como vaidoso… Ao conhecerem estes conceitos, não quero que digam que eu interajo para conseguir mais e mais reações. Não, não! Conheço a técnica e por isso mesmo, quero que digam que sou natural e não que forço um sucesso ou performance…

Trabalho com comércio e internet há muitos anos e sei exatamente o que a vida me ensinou para engajar a reação de clientes para que comprassem mais ou no inter-relacionamento com clientes para entender se continuo a oferecer ou se paro porque já esgotou meu tempo com eles.

Todos nós somos mais ou menos vaidosos… mas não tenho a pretensão aqui de ser o dono da verdade… mas sim, o de passar meus conhecimentos e ensinar você (provavelmente um amigo ou conhecido) a entender melhor as redes sociais para tirar o máximo de proveito dela. Uma vez “explicado” que mesmo conhecendo este conceito, não utilizo-o em meu próprio perfil, quero crer que me credencia a aborda-lo com imparcialidade, sem segundas intenções que não seja exclusivamente a de ensina-lo.

Se a carência motiva as reações, a vaidade motiva as publicações. Ninguém publica algo nas redes sociais apenas para colocar para fora o que estava sentindo… para tirar um peso das costas rsrsrs… as pessoas publicam para escutarem o que dizem a respeito… para receberem feedback… para serem elogiadas… para serem criticadas.

Eu amo falar dos meus filhos e amo mais ainda quando os elogiam. Essa talvez seja a maior das minhas vaidades! Todo mundo tem as suas… falo exclusivamente de pessoas agora… quer aparecer, quer mostrar sua beleza, inteligência, seu senso de humor, enfim, todo mundo fala um algo e por vaidade, espera reações. Quanto mais humor, mais fofinho for o conteúdo, mais reações terá, certo? Errado! Está abarrotado de conteúdos tristes falando de doenças e mortes onde as reações são gigantescas em quantidade e qualidade… ou seja, não é o conteúdo apenas que influencia, mas o formato também.

A vaidade é o estopim e a reação o prêmio do vaidoso!

Já para as empresas, o que eu chamaria de vaidade é a sua necessidade de vender! A empresa tentará ser o mais bacana, bela, arrojada, in, na moda possível e com isso, buscará reações. Acho que é bem claro pra todo mundo que uma empresa que consegue a participação do público em suas redes sociais, passa a imagem que vende bem, está certo? Então essa vaidade empresarial, ao meu ver, passa a ser uma necessidade natural para que venda mais.

Por isso que meu novo cliente (que comentei no último post), no primeiro dia de trabalho, já veio com a pergunta: porque esse conseguiu 1 a 3 e o segundo 100 a 300? Me parece óbvio que o interesse de todos os empresários é alcançar 200, 300, 1.000 reações para mostrar que é in e vender mais. A vaidade empresarial não é uma simples vontade ou ego… ela é uma questão de sobrevivência.

Ontem estive numa praça de alimentação e enquanto almoçava, observava exatamente isso sobre reação. Mc Donalds, Burguer King, Baked Potato e Girafa’s possuíam o mesmo fluxo de pessoas comprando… sempre constante. Mas uma marca menos conhecida sempre mantinha a mesma dinâmica: primeiro ficava completamente vazio, em seguida parava alguém para olhar as comidas, que atraía mais uma família para olhar o cardápio e esse movimento o fazia lotar… de repente, esvaziava novamente até aparecerem novos curiosos que faziam um certo movimento, que davam um ar de bom restaurante e movimentado para novamente voltar a ter fila de clientes comprando. Percebem o que chamo de vaidade empresarial necessária?

A vaidade empresarial é puro marketing… a vaidade pessoal é ego!

O ser (e entenda aqui o ser pessoal e o ser empresarial) tem que ter vaidade para fazer algo… tem que ter mão boa para ser interessante no formato, mas provocante o suficiente para arrancar reações dos carentes… tem que ter bom senso para não ultrapassar os limites do ridículo ou do over para engajar carentes à sua causa.

Empresa > provoca > clientes > reagem
Pessoa > provoca > amigos > reagem

Quanto melhor for a provocação, maior o número de reações. Dar para receber… essa é a ordem… essa é a máxima das redes sociais. Foto dos filhos, anuncia o falecimento de um parente, o mau atendimento que teve numa loja, uma notícia de primeira mão, uma opinião sobre um restaurante… tudo isso é dar! A empresa cria nova coleção, publica promoção da coleção antiga, lançamentos, descontos, notícias do setor, concursos culturais… tudo isso é dar! Dar para receber!

O amigo curte algo fofinho, comenta algo sentimental, compartilha algo que se identifica.
O cliente curte algo bacana, comenta para elogiar ou tirar dúvida, compartilha para participar.

Dar e receber… nasce na vaidade… cresce na carência… morre na reação. Quanto mais responder a cada uma das reações… mais carentes terá engajado… mais influência terá neles… mais movimento terá em seu perfil ou página… mais parecerá IN… mais atrairá novos carentes.

“-Nossa Wyllie, que feio chamar os visitantes de carentes! Meio arrogante, meio metido!”

Não tem nada a ver! Como disse no início desse novo conceito, todos nós somos carentes de algo, inclusive eu! Também não saio por aí chamando todo mundo de carente, né? Estou somente chamando-os agora para fazer-me entender.

Dar pra receber… provocar para que reajam… engajar para que reajam mais…

Abraços

Wyllie

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