competição

A competição faz parte da vida: quem vai vencer, quem vai ganhar a vaga no emprego, quem vai tirar a maior nota, quem vai ganhar o jogo, quem vai ganhar o cliente, quem vai ganhar o Oscar, o Carnaval, o prêmio X, Y ou Z e por aí vai. Trazendo a competição para o contexto dessa coluna, temos jogos dos diversos tipos que são competitivos, desde jogos que se compra numa caixa para se jogar em casa até jogos esportivos na escola.

A competição na infância retrata para a criança a vida adulta que, querendo ou não, é sim baseada em competitividade em países em que a cultura é liberal, democrática e o sistema é o capitalismo. Até aí, ok. Mas vamos pensar na infância: que efeitos a competição pode ter para a criança?

Bom, depende. Depende de como o adulto orienta, educa e ensina e prepara a criança sobre e para a competição. Vamos pegar o exemplo de um jogo esportivo na escola. Há adultos cuja ênfase é na vitória. Não tem problema nenhum motivar a criança de que ela tem tudo pra ganhar, que treinou muito, que é capaz e tudo o mais. Mas é diferente de enfatizar que ela tem que ganhar. Ela não tem que ganhar. Ela pode.

É verdade que, mesmo que ninguém tenha dito que ela tem que ganhar, a criança pode interpretar e entender por si mesma que ela é sim obrigada a vencer, pois se não, no imaginário psíquico dela, por exemplo, os pais podem não gostar mais dela, ou gostar menos, ou os amigos da sala vão achar que ela é fraca e por aí vai.

Com isso, cabe ao adulto, que é o que tem mais recursos do que uma criança, de conversar com ela sobre vitórias, e como isso é bom, e sobre perdas e como lidar com a frustração da perda, pois é frustrante sim, mas faz parte da vida. Importante explicar que, muitas vezes, mesmo fazendo o seu melhor, nem sempre dá certo, e não tem problema nenhum com isso, mas que não é por isso que se deve deixar de fazer o melhor que ela pode.

Poder conversar com ela antes e depois. Também poder falar sobre os sentimentos que podem vir com a vitória do tipo, por exemplo, de a criança achar que ela é A boa, A melhor e isso poder virar arrogância, por exemplo.

Então, conversar muito com a criança sobre esse fenômeno, a competição, pode ajudá-la a lidar melhor com os efeitos que ela pode sofrer. E, com isso, a criança recebe do adulto ferramentas para lidar com as vitórias e perdas pela vida, pois nem sempre será fácil, nem sempre haverá vitórias, mas que, mesmo assim, a criança continua capaz, forte e competente para continuar andando. E é importante que ela tenha isso em mente.

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