O mural “Etnias”, realizado pelo brasileiro Eduardo Kobra para a Rio 2016, foi reconhecido nesta segunda-feira (22) como o maior grafite do mundo pelo “Guiness world records”, o livro dos recordes.

A obra, com 15 metros de altura e 170 de comprimento, retrata cinco rostos indígenas de cinco continentes diferentes: os huli, da Nova Guiné (Oceania), os mursi, da Etiópia (África), os kayin, da Tailândia (Ásia), os supi, da Europa, e os tapajós, das Américas.

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A pintura é inspirada nos aros olímpicos e representa a paz e a união entre os povos. Localizado no Boulevard Olímpico da Praça Mauá, no Rio de Janeiro, o mural foi realizado com 180 baldes de tinta acrílica, 2.800 latas de spray e sete elevadores hidráulicos.

De acordo com Kobra, O projeto é a continuação de uma história de luta através da arte e esse recorde não é apenas sobre tamanho. Para o artista, a obra se trata da maior pintura pela paz entre as nações.

 O mural foi inaugurado oficialmente no dia da chegada da Tocha Olímpica ao Rio, 4 de agosto, mas já encanta quem passa pela região.

“Já é uma questão de superação, já é um desafio pessoal e meu recorde olímpico pessoal, porque afinal de contas é um mural de 3 mil metros quadrados e o maior que eu já pintei. É um privilégio, tenho viajado por diversas cidades do mundo, poder trazer um trabalho aqui para o Rio de Janeiro em um momento tão peculiar e importante”, disse o artista. Segundo Kobra, a obra foi pensada para ficar como um legado para o Rio depois da Olimpíada.

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“Mesmo passando os Jogos, o mural ainda vai fazer bastante sentido para o Rio de Janeiro, que acaba acolhendo e recebendo pessoas do mundo inteiro.”

Números

Para pintar o mural, que será concluído no dia 3 de agosto, Kobra já utilizou mais de 3 mil latas de spray, cerca de 100 galões de 18 litros de látex acrílico e 150 galões de 3,6 litros de esmalte sintético. Por causa do tamanho da obra, o artista precisou usar um andaime e, junto a assistentes, chegou a trabalhar oito horas por dia na composição.

Segundo Kobra, “Essa é uma obra de arte pública, pois a principal galeria que temos em São Paulo são as ruas e a cidade poderia tirar ainda mais proveito disso. A arte de rua é um movimento que já tomou conta do mundo inteiro, revitalizando muitas áreas. Muitos artistas gostariam de aderir a esta onda”.

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