Arte Urbana

Eduardo Kobra recebe a Medalha Anchieta

No  dia 24 de maio de 2016,  Kobra recebeu em sessão solene no Salão Nobre do Palácio Anchieta, sede da Câmara Municipal (Viaduto Jacareí, 100, 8º andar, Centro), a Medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo. é concedido a personalidades e instituições que, por meio de suas trajetórias, conquistaram a admiração e o respeito do povo paulistano.

Segundo o presidente da Câmara, é uma honra homenagear e agradecer a um artista como Eduardo Kobra. “Ele hoje é requisitado e reconhecido no mundo inteiro, mas nasceu, cresceu e se desenvolveu como artista ali no Campo Limpo. De lá, sua arte hoje se espalha de Moscou a Nova Iorque, da avenida Paulista ao Capão Redondo”, afirma.

oscar niemayer                      capao redondo

Kobra destaca que São Paulo tem importância crucial em seu trabalho. “Iniciei na arte urbana através da pichação, no Jardim Martinica, no Campo Limpo, onde passei a minha infância e adolescência.  Depois, comecei a grafitar muros em muitas regiões de São Paulo, até que descobri que havia um processo de destruição de casas e de todo um importante patrimônio histórico. Foi aí que criei o projeto ‘Muro das Memórias’, para resgatar a São Paulo que não pode se perder. Hoje faço minhas obras em diversos países, como Estados Unidos, Emirados Árabes, Rússia, Grécia, França e México Japão, Taiti e Inglaterra, mas São Paulo continua a ser o meu ponto de referência, a base do meu trabalho, a cidade onde me reciclo e me encontro”, afirma. E acrescenta: “Meu trabalho não existiria se eu não tivesse nascido ali onde nasci: no Campo Limpo. Ele só existe por isso. Porque foi ali que conheci todo esse movimento de hip hop, essa galera que tinha esse envolvimento com a street art, essa liberdade que a arte de rua proporcionava e que mexia comigo”, diz Kobra.

o beijo em new york

Kobra é um expoente da neo-vanguarda paulistana. Seu talento brota por volta de 1987, no bairro do Campo Limpo com o pixo e o graffiti, caros ao movimento Hip Hop, e se espalha pela cidade.

Com os desdobramentos, que a arte urbana ganhou em São Paulo, ele derivou – com o Studio Kobra, criado em 95 – para um muralismo original – inspirado em muitos artistas, especialmente os pintores mexicanos e no design do norte-americano Eric Grohe, beneficiando-se das características de artista experimentador, bom desenhista e hábil pintor realista. Suas criações são ricas em detalhes, que mesclam realidade e um certo “transformismo” grafiteiro.

É interessante ressaltar que Kobra não faz intervenções sem pedir antes a autorização do poder público ou do proprietário do imóvel.  Os desenhos são a síntese do modo peculiar de Eduardo Kobra criar – através do qual pinta, adere, interfere e sobrepõe cenas e personagens das primeiras décadas do século XX.

Essas obras são uma junção de nostalgia e modernidade, por meio de pinturas cenográficas, algumas monumentais. Através delas cria portais para saudosos momentos da cidade.

memoria                      23 de maio

“A ideia é estabelecer uma comparação entre o ar romântico e o clima de nostalgia, com a constante agitação de hoje”, diz o artista.

Desde 2006 já foram entregues cerca de 30 murais em avenidas e ruas de São Paulo. Em janeiro de 2009, entregou para o aniversário de São Paulo um mural de 1000 metros quadrados na av. 23 de Maio, que mostra cenas da década de 20.  O então prefeito Gilberto Kassab (“Lei da Cidade Limpa”) prestigiou a inauguração do muro da av. 23 de maio, o que é visto como um marco para a arte de rua, porque pouco antes os fiscais de Kassab andavam destruindo várias obras de artistas urbanos.  Em janeiro de 2013, Eduardo Kobra fez a impressionante obra “Oscar Niemeyer”, para o aniversário de São Paulo.

Nos últimos anos também se dedicou muito a outros projetos, como surpreendentes obras em 3D e o projeto Greenpincel, onde mostra (ou denuncia) imagens fortes de matança de animais e destruição da natureza; e homenagens a personagens que marcaram a história, em diferentes áreas, como Albert Einstein, Nelson Mandela, Madre Teresa de Calcutá, Abraham Lincoln, Maya Plisetskaya Salvador Dali, Barquiat (grafiteiro), Frida Kahlo, Andy Warhol e Bob Dylan..

einstein de bike                o pensador

 

 

 

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