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Theda Bara  nascida Theodosia Burr Goodman (1885-1955), em Cincinnati, EUA, foi uma atriz norte-americana do cinema mudo.

Bara Theda-A fool that wasSeu pai, Bernard Goodman era um próspero alfaiate judeu nascido na Polônia. Sua mãe, Pauline Louise de Coppett nasceu na Suíça e também era de origem judia.

Até os dias atuais existe muito controvérsia quanto ao surgimento do sobrenome Bara. Alguns autores acham que ela tinha um parente próximo chamado Barranger e que seu primeiro nome era uma abreviatura de Theodosia, uma alcunha de infância. Outros acham que seu pseudônimo artístico era um anagrama de “Arab Death” (morte árabe).

Após efetuar dois anos de estudo na Universidade de Cincinnati, foi trabalhar em produções teatrais e explorar novos projetos, mudando-se para Nova York em 1908. Fez sua estreia na Broadway em The Devil, em 1908.

Theda Bara atuou em mais de 40 produções cinematográficas entre 1914 e 1926. As cópias completas de somente seis destas películas ainda existem.

A maioria de películas de Bara foi produzida por William Fox, começando com A Fool There Was (1915) e terminando com The Lure of Ambition (1919).

O fenomenal sucesso de A Fool There Was deu a William Fox o dinheiro para fundar a Fox Film Corporation, Bara Theda-Vampireque se tornou um estúdio de grande sucesso..

Bara era uma das atrizes mais famosas do cinema de sua era perdendo somente para Charlie Chaplin e Mary Pickford em popularidade, além de ser um símbolo sexual dos mais adiantados do cinema.

Seus papéis de mulher fatal deram-lhe a alcunha de Vamp, que logo transformou-se em termo popular para uma mulher de ares predatórios.

Popularizou a personalidade Vamp nos primeiros anos do cinema mudo e logo foi imitada pelas atrizes rivais tais como Nita Naldi e Pola Negri.

Apesar de que seus mais conhecidos papéis foram os que ela interpretava em estilo Vamp, também interpretou heroínas e a Julieta, de Romeu e Julieta, de William Shakespeare.

Bara é frequentemente mencionada como a primeira Sex Symbol daquela era, e em um número considerável de seus filmes apareceu em trajes transparentes, que deixaram pouco ao Bara Theda soutiensimaginário do público. Tais figurinos foram “banidos” dos filmes de Holywood durante anos  após o denominado  “Código Hays” ser instaurado em 1930, e reforçado em 1934.

O “Código Hays”

Após a década de 1920 apresentar uma grande liberalidade nos filmes produzidos pela indústria cinematográfica dos EUA, houve a reação conservadora da sociedade representada pelo advogado presbiteriano William. H. Hays, amigo do então presidente Herbert Hoover.

Foi imposto um código que dizia o que poderia e o que não poderia ser exibido nas produções de Hollywood, tais como vedação de cenas de uso de drogas, adultério, suicídio, sexo, homossexualidade, etc, mostrando apenas modelos corretos para a vida de acordo com as “leis de Deus, da natureza e dos homens”, segundo a visão presbiteriana.

Entre as regras do código ainda havia proibição de mostrar rostos de mortos, e exigência de que alguém que cometesse homicídio, mesmo em legítima defesa, deveria sempre morrer no final do filme.

Até mesmo em cenas de praia ou de musicais não poderia ser mostrado o interior das coxas de mulheres, por Bara Theda recostadaexemplo.

Os de mais idade, ou os que já assistiram filmes antigos na TV devem se lembrar de cenas em que um casal dormia sempre em camas separadas de solteiro — era proibido mostrar dormindo na mesma cama, mesmo que fossem casados no filme ou até na realidade.

Pelo “Código Hays” era indecente mostrar um casal dormindo junto. Eu, em criança, assistia a filmes “protegidos” ainda pelo “Código Hays” e pensava que nos Estados Unidos não se fabricavam camas de casal.

Em 1917 protagonizou o épico Cleopatra. Este filme tornou Bara um grande sucesso. Nenhuma cópia completa conhecida de Cleopatra existe hoje, mas fotografias numerosas de Bara no traje como a rainha do Nilo sobreviveram.

Bara foi fotografada com diversos figurinos temáticos, que eram de uso popular para promoção de atores e atrizes de ares misteriosos, juntamente com um cenário exótico.

Os estúdios a promoveram com uma campanha de publicidade maciça, a descrevendo como nascida no Egito, filha de uma atriz francesa e de um escultor Bara Theda-acocoradaitaliano.

Além disso, disseram que ela havia passado seus primeiros anos no deserto do Saara, sob a sombra da esfinge, tendo se mudado para a França para estudar teatro — sendo que na realidade ela jamais esteve no Egito nem na França.

Ela foi chamada de “Serpente do Nilo”, o que a incentivou a comentar sobre misticismo e ocultismo em suas entrevistas.

A essa altura, devido a fama de Theda Bara, sua imagem Vamp se tornou notória e começou a ser referida em muitas canções populares.

Uma das músicas Rebecca Came Back From Mecca, diz: She’s as bold as Theda Bara (“Rebecca voltou de Meca” – “Ela é tão ousada como Theda Bara”).

Em 1921 Bara casou com o diretor britânico Charles Brabin. Ainda fez dois filmes após o casamento, mas encerrou sua carreira depois. Seu marido não Bara Theda-Carmenconsiderou apropriado que sua esposa tivesse uma carreira.

Bara gastou o restante de sua vida vivendo entre Hollywood e Nova York, no conforto e na riqueza relativa.

O produtor Buddy DeSylva e a Columbia Pictures expressaram interesse, em 1949, em fazer um filme da biografia de sua vida com a estrela Betty Hutton, mas o projeto nunca foi materializado.

A atriz morreu em 1955, na cidade de Los Angeles, Califórnia. Foi enterrada como Theda Bara Brabin em Forest Lawn Memorial Park Cemetery na cidade de Glendale, Califórnia.

Legado

  • Theda Bara tem uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood.
  • No ano de 1994 foi honrada com sua imagem em selos dos Estados Unidos.
  • Em junho 1996, duas biografias apareceram: de Ron Genini “Theda Bara: A Biography” (McFarland) e de Eve Golden, “Vamp“(Emprise).
  • Em outubro de 2005 a TimeLine Films premiou a filmobiografia “Theda Bara: The Woman With the Bara Theda-festival chicagoHungry Eyes“.
  • Um fllme da britânica Georgina Starr intitulado “Theda” (baseado nas histórias sobre os filmes perdidos de Bara) foi premiado em novembro de 2006.
  • A Fort Lee Film Commission dedicou a Main Street e a Linwood Avenue in Fort Lee, Nova Jersey, como “Theda Bara Way” em maio de 2006, em honra a Bara, que fez muitos filmes nos estúdios da Fox na Linwood e na Main.
  • A imagem de Theda Bara é símbolo oficial do Chicago International Film Festival – um close de seus olhos em preto e branco, com quadros repetidos em uma tira de película de filme.
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