filhinho da mamae

 

Quando um bebê nasce, ele é o mundo para a mãe e a mãe para o bebê. Como se dois fossem um. Todo cuidado, atenção, carinho é absolutamente necessário da mãe para o pequenino bebê. Mas, com o tempo, querendo ou não, ele vai crescer. Vai sair da primeira infância, entrar na segunda, entrar na adolescência e na vida adulta. Não tem como manter o bebê para sempre daquele tamanhinho todo fofo.

O processo de amadurecimento da criança envolve a necessidade de que esses dois (mãe e bebê) que antes tinham que ser um, para a própria saúde mental do bebê, em algum momento vai ter que virar “dois são dois”. Isso envolve um processo de separação interna de mãe e bebê em que a mãe volta a ser ela mesma e o bebê começa a ser ele mesmo, sempre com os cuidados da mãe que, com o tempo, vão mudando.

O processo de separação interna da mãe e do bebê não é fácil para ambos. O bebê começa a ter mais autonomia quando, por exemplo, começa a engatinhar e pegar coisas e a mãe começa a dar uma atenção diferente da que dava ao bebê que, antes, era absoluta e agora passa a ser relativa, ou seja, não 24 horas por dia. Aqui a mãe volta a olhar para ela mesma, cuidar de si, de seus afazeres, trabalhos e de suas outras relações além do bebê.

Porém, muitas mães ficam tão angustiadas que impedem que o bebê vá adquirindo autonomia e que, com isso, ele diminua sua dependência da mãe. Essas mães podem estar recusando abrir mão de serem as heroínas dos filhos: aquelas que dão tudo, podem tudo, dão conta de tudo, são infalíveis. E isso pode fazer com que elas impeçam que o bebê amadureça e se torne autônomo ao longo do tempo.

Sendo assim, essas mães acabam mantendo os filhos sempre na condição de bebês, sempre dependentes completamente delas. Isso, para poder evitar a dor da separação.

A questão é o que vai doer mais: a separação, permitindo, com isso, que o bebê cresça e se torne uma pessoa autônoma que sabe cuidar de si, tomar decisões e encontrar soluções OU ter um filho eternamente bebê, um adulto bebê que depende sempre da mãe e dos outros para sua sobrevivência? O que dói mais?

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