Mel Brooks-capa

Aos 90 anos, Mel Brooks continua brilhando como há mais de seis décadas como cineasta, produtor, roteirista, ator e compositor com filmes como O Jovem Frankenstein e o musical Os Produtores (Primavera para Hitler).

Mel Brooks-primavera...Mel Brooks é o nome artístico de Mel Kaminsky. Filho de James e Kate Kaminsky. Nasceu em 28 de junho de 1926, no Brooklin, Nova York. De família judia, Mel ficou órfão de pai aos 2 anos e viveu com a mãe e os três irmãos mais velhos em um cortiço.

Com 14 anos, começou a trabalhar como baterista em uma banda de jazz que se apresentava numa casa de espetáculos.

Aos 16 anos, quando o comediante do lugar adoeceu, Mel o substituiu e nunca mais voltou à bateria. Mas sua trajetória artística foi brevemente interrompida durante a Segunda Guerra Mundial, quando serviu ao Exército como cabo, no Norte da África.

De volta a Nova York, passou a escrever roteiros para programas de humor,

Mesmo recebendo uma quantia confortável pelos roteiros, vivia angustiado com a possibilidade de ficar desempregado e passar por dificuldades, agora com três filhos do seu casamento com Florence Baum.

Mas o programa continuou no ar por anos e outros trabalhos surgiram, como o a série Agente 86, que imortalizou o personagem Maxwell Smart (Don Adams), um espião que, apesar de atrapalhado, sempre cumpria suas missões, escrita com Buck Henry.

Mel Brooks+FeldmanA série estreou nos Estados Unidos em 18 de Setembro de 1965 e foi um estrondoso sucesso.

O sobrenome Smart (esperto) foi escolhido porque pareceu ao autor mais apropriado para a personalidade do detetive atrapalhado. Já o 86 veio do número-código que os barmen utilizavam para se referir aos clientes que “enchiam a cara“.
A “Agente 99” seria chamada inicialmente de “Agente 69“, mas o nome foi vetado pela NBC por ser “sexualmente sugestivo”.

Mel Brooks é um dos poucos artistas que recebeu os prêmios Emmy, Grammy. Oscar e Tony pelas suas realizações.

 Não bastassem as premiações, há quatro anos sua trajetória foi celebrada com o lançamento do documentário “Mel Brooks: faça barulho”, que conta a vida do artista desde a infância até a Broadway, e uma homenagem pelo conjunto da obra, do Instituto Americano de Cinema.

Famoso por suas comédias que fazem paródias de filmes de Hollywood, como O jovem Frankenstein, foi também responsável por grandes sucessos como a série Agente 86, já mencionada, nos anos 60, e produtor de dramas como O Homem Elefante (1980), de David Linch, e A Mosca (1986), de David Cronenberg.

Além do sucesso no trabalho, a psicanálise e o casamento bem sucedido com a atriz Anne Brancroft o ajudaram a afastar o fantasma das dificuldades da infância pobre, que provocavam Mel Brooks-alta ansiedade-3crises de ansiedade com que chegavam a provocar vômitos em plena rua.

Anne foi vencedora do Oscar de melhor atriz em 1963 com O Milagre de Anne Sullivan, mas ganhou fama como a sedutora Mrs. Robinson, do clássico A Primeira Noite de um Homem com o estreante no cinema Dustin Hoffman (1967). Deste casamento teve mais um filho, Max Brooks, escritor.

A primeiro longa-metragem de Mel Brooks que deveria se chamar Primavera para Hitler foi finalmente rodado em 1967, mas os chefões de Hollywood, exigiram a mudança do nome para Os Produtores.

O filme é uma sátira ao nazismo e à indústria do entretenimento e mostra um golpe arquitetado pela dupla Zero Mostel e Gene Wilder na montagem de um musical planejado para fracassar.

Mel Brooks-Agente 86Mas a peça se transforma em um enorme sucesso, para desespero do personagem vivido por Mostel, que planejava fugir com o dinheiro dos financiadores logo após a estreia que julgava seria um fracasso.

Mesmo com baixo orçamento e renda pouco expressiva, o filme ganhou o Oscar de melhor roteiro, em 1969. O sucesso viria anos mais tarde, em sua adaptação como musical para a Broadway.

Mel Brooks viveu seu auge criativo nos anos 70. Em sátiras mordazes, ele prestava homenagens ao cinema, como no western Banzé no Oeste (1974), no “terrir” O Jovem Frankenstein (1974), no mudo A Última Loucura de Mel Brooks (1976) e no suspense Alta Ansiedade (1977).

Banzé no Oeste, entre outras questões, escancarou o racismo da sociedade americana com o personagem Bart, um xerife negro vivido pelo ator Cleavon Little, hostilizado pela população branca da cidade. Houve muita oposição ao filme, com racistas criticando duramente a produção.

Em vão, pois o filme foi um sucesso, arrecadando US$ 119,5 milhões e entrando na lista das dez melhores comédias, segundo o Instituto Americano de Cinema.

Mel Brooks-Banzé no OesteO Jovem Frankenstein, sucesso de público e crítica, é uma carinhosa paródia ao clássico de Mary Shelley, que tem como destaque o corcunda Igor.

Igor vivido por Marty Feldman é a engraçada e assustadora criatura de olhos esbugalhados e vesgos cuja corcunda mudava de lugar, fiel auxiliar de Gene Wilder intérprete do neto do Dr. Frankenstein alucinado para recriar um monstro, como o avô fez.

Alta Ansiedade não só homenageou o mestre do suspense Alfred Hitchcock como teve sua colaboração no roteiro. O próprio Brooks interpreta um psiquiatra nervoso, que vive situações absurdas com cenas resgatadas de alguns clássicos de Hitchcock, como Os Pássaros, Um Corpo que Cai e Psicose.

Mel Brooks-hist.mundo 1Em 1981 produziu A História do Mundo – Parte 1. Desde a invenção do fogo pelos homens das cavernas, Moisés descendo do Monte Sinai com três tábuas (onde uma cai e se despedaça), Jesus dizendo aos apóstolos “Um de vocês me traiu”, até a revolução Francesa, a história da humanidade vira paródia nas mãos de Mel.

Em entrevista ao GLOBO em 1991, afirma: “Não penso no potencial comercial de um filme, penso na durabilidade dele. […] Porque muitos filmes que fiz não renderam dinheiro algum em seu primeiro ano de exibição. […] Mas ainda existem, estão por aí.”

Esse foi o caso de Os Produtores (Primavera para Hitler), que na época de seu lançamento não alcançou sucesso de crítica ou público. Ao receber a proposta de Mel Brooks-dracula...transformá-lo em um musical da Broadway, compôs letras e músicas, e o sucesso foi arrasador: os ingressos eram vendidos com meses de antecedência.

A consagração da montagem veio com o recorde obtido no Prêmio Tony, arrebatando 12 troféus.

No Brasil, o musical ganhou uma montagem com os atores Miguel Falabella, Vladimir Brichta e Juliana Paes em 2007.

Em 1995 lançou o filme Drácula – Morto mas Feliz, com o ator Leslie Nielsen e outros. Foi uma sátira escrachada dos filmes de vampiros (assista ao trailer).

Apesar de algumas críticas, Brooks utilizou o humor para comentar o mundo à sua volta, satirizando condições humanas menos nobres, mas corriqueiras, como intolerância, racismo e avareza.

Recebeu em 2013 a homenagem do Instituto Americano de Cinema pelo conjunto da obra e o documentário “Mel Brooks: make a noise” do programa “American Masters”.

Foi casado com Anne Bancroft (de 1964 a 2005), Florence Baum (de 1953 a 1962) – tem 5 filhos.

Mesmo sentindo a morte da companheira Anne Bancroft em 2005 vítima de câncer, continuou a trabalhar na sua produtora, a Brooksfilms, fazendo o que sabe tão bem: cinema de qualidade com direito a memoráveis gargalhadas.

Trailer de ‘Drácula – Morto mas Feliz’

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