livroQuem nunca se perguntou em algum momento da vida, pelo sentido de sua existência. Pois bem, Viktor Emil Frankl, judeu, neurologista, psiquiatra, filósofo e fundador da Terceira Escola Vienense de Psicologia, a Logoterapia, quando criança já pensava sobre.

Na escola questionou seu professor, se o Ser Humano era meramente apenas um ser com conjuntos de reações biológicas.
Na adolescência, já trocava correspondência com seus vizinhos de bairro, Sigmund Freud e Adolf Adler, não concordando partes de suas teorias.

Podemos considerar sim, que por um período, Frankl foi um “pequeno entre os gigantes”. Resumidamente, diferente de Adler , que posiciona o Ser Humano como ser em busca de poder, e Freud por prazer…

Frankl abre uma nova dimensão… Fundamenta que a principal força motivadora do homem é um sentido para vida. Viver uma vida com sentido. O mais incrível é que sua obra foi escrita antes do Holocausto, e confirmada por sua própria vivência, passando por quatros campos de concentração, até sua libertação. Observou nos campos, porque algumas pessoas colocavam a mão na cerca de alta tensão, procurando o suicídio, enquanto outras seguiam com cabeças erguidas e continuavam vivendo, apesar das condições desumanas enfrentadas.

Comprovou que estas últimas, tinham mais chance de sobreviver, pois tinham propósitos de vida, pensavam além de si. Diziam sim a vida, apesar de tudo. Propósitos estes como: esperança de encontrar seus familiares; procuravam ajudar os próximos; queriam continuar a contribuir para o mundo; seguir estudando Torá; cumprindo Mitzvots; ou mesmo fazendo atos significativos, santificando em nome de D’us / “Kidush Hashem”. Frankl perdeu sua mãe, pai, esposa, e um irmão nos campos. Três razões o alimentavam para sua sobrevivência: seu dom de ser médico; encontrar sua esposa; e sua fé. Ele diz: “Quem tem um porque, enfrenta qualquer como”.

Autor de muitos artigos e estudos, escreveu 39 livros, traduzidos para mais de 40 idiomas. Entre eles, ” Em Busca de Sentido”, seu principal livro, foi considerado um dos 10 livros mais influentes do século XX. Recebeu 29 doutor Honoris Causa de Universidades de todo o mundo. Foi distinguido com a Ordem Mérito pela Áustria e com o título de Cidadão Ilustre da Cidade de Mendoza, na Argentina. Chegou a ser nomeado para o Prêmio Nobel da Paz em 1979. Faleceu no dia 2 de Setembro de 1997, aos 92 anos em Viena.

Yom, hoje: “Judeus na Logoterapia”

Ainda como estudante de medicina, quando fui estagiar num Hospital Psiquiátrico no Rio de Janeiro, há 4 anos atrás, fiquei realmente surpreso. Poucos profissionais que atuavam na área da saúde mental, tinham ouvido falar sobre o pai da Logoterapia.

A logoterapia está crescendo pelo Brasil, principalmente por correntes não judaicas. Logo, há um mês, tivemos a ideia de criar um grupo no Whatsapp: “Judeus na Logoterapia”, para os que atuam na aréa da saúde mental (psicólogos, psicoterapeutas, médicos, enfermeiros, estudantes de psicologia, residentes de psquiatria, rabinos etc..).

Começamos com 3 pessoas, hoje já somos 24. Formamos um grupo de estudos, com o intuito de estudar o fundamento da Logoterapia, discutir casos, divulgar sua obra, trocar experiências, e principalmente ajudar e tratar nossos pacientes. Afinal, estamos vivenciando mais do que nunca, uma profunda crise existencial. A reunião acontece nas terças-feiras, às 19hrs, presencialmente em São Paulo e via Skype online.

Coluna: “Judeus na Logoterapia”

Percebemos que não somente os profissionais da área, mas muitas pessoas não conheciam a logoterapia e seus benefícios, de maneira que decidimos criar esse canal de divulgação em parceria com o Iachnerai. Neste nosso primeiro post, que será semanal, tratamos de dizer o que é, quem criou e o que estamos fazendo. Nos próximos, vamos postar o que foi estudado no grupo, apresentando técnicas eficazes e seus resultados, com casos, artigos e experiências pessoais.

Para os atuantes na área da saúde mental, junte-se a nós! Serão sempre bem-vindos. Juntos, manteremos a Neshamá de sua obra acesa. Para os curiosos e sedentos por conhecimento, nos acompanhem.

 

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