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Mascote no futebol :  Mais que um amuleto da sorte, um pedaço da história do seu clube e ótimas ações de marketing

O futebol é com certeza o esporte preferido dos brasileiros. Assim, é natural que cada time tenha seu mascote, seu amuleto da sorte. E a criatividade rola solta na escolha do mascote, tendo de tudo um pouco, desde animais, como urubu, galo e raposa, até seres do folclore brasileiro, como o saci.

Aos poucos os clubes intensificam o trabalho com a imagem de seus mascotes para conseguir gerar mais aproximação ao público infantil e, ao mesmo tempo, um aumento de receita com a venda de produtos licenciados. O exemplo mais bem acabado vem do Santos, que teve nos mascotes Baleinha e Baleião seu maior case de sucesso em marketing. O clube foi coroado com o prêmio Marketing Best de inovação no trabalho com o público infantil e, ainda, viu todos os demais clubes seguirem a onda e começarem a explorar comercialmente a imagem de seus mascotes.

16754243_1423217677698084_113669948_nIdentidade visual. Uma mascote (no feminino mesmo) representa o clube através de uma simples imagem. Os mascotes (no masculino, no popular) carregam histórias interessantes, das mais belas do mundo do futebol.

Criado no final da década de 30, o galo refere-se a um galo carijó imbatível nas rinhas de galo Belo-Horizontinas. Daí o “Galo forte e vingador”. Um time forte, que não se abate nem nas derrotas. O Atlético é tão Galo que para seus torcedores deixou de ser Atlético.. É só Galo.

maxresdefaultE o Cruzeiro: A Raposa. Não se fazia a menor idéia do motivo do Cruzeiro ter uma raposa como mascote. Porém, a história é bem simples. Essa simboliza a astúcia e “malandragem” dos dirigentes Cruzeirenses da época. A raposa é inteligente, hábil e não deixava ninguém lhes passar a perna.

Na década de 50 o objetivo do Internacional de Porto Alegre era usar um mascote que o simbolizava como um clube do povo. Para tal, foi criado o negrinho. Com o tempo o negrinho virou o saci, personagem mais famoso. O Saci arma ciladas contra as pessoas, assim como o Inter faz em campo. Criativo.

16754366_1423217611031424_46114619_nO primeiro mascote do Palmeiras era o periquito, simplesmente por ter cores iguais aos do clube. Ainda é o mascote oficial do Palmeiras, desde a época do Palestra Itália.

E o porco? Final do paulista de 1969 entre Corinthians e Palmeiras. A torcida do Corinthians, pra provocar, soltou um porco no gramado. tempos depois, em 1986, a torcida do Palmeiras, de tanto ver seu time sendo chamado de “porco”, adotou o apelido.

Pilar fundamental de entretenimento do esporte mundial, os mascotes ganharam força no futebol mundial em 2016. Antes relegados a ações de campo e de relacionamento com crianças e caridade, agora eles tornaram-se peças fundamentais de ações de marketing e têm dado um retorno institucional (e até financeiro) muito bacana aos clubes. Um caso típico é do Bayern, Juventus e Benfica na UEFA Champions League

Por ocasião da disputa das oitavas de final entre Juventus x Bayern de Munique, os clubes colocaram Berni e J para um encontro que iniciou no aeroporto e ganhou as respectivas cidades e estádios. Prezando pela hospitalidade e companheirismo, a ação seguiu com o gigante bávaro – que venceu os italianos – encontrando a Águia do Benfica.

Nas redes sociais o impacto foi instantâneo, com diversos usuários compartilhando as fotos e elogiando a iniciativa.  (foto em anexo)

Outro exemplo típico é Patrocínio da Puma ao mascote do Leicester City

Com uma temporada histórica, o Leicester City sagrou-se campeão da Premier League. Com a excelente fase dentro de campo e confiança dos patrocinadores, sobrou um acordo até mesmo para Filbert, o mascote do clube.

Pelos próximos dois anos, a PUMA, fornecedora de material esportivo do time utilizará os pés da raposa para promover seus novos modelos de chuteira.

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