“Eu não pus mísseis no Predator”, afirma Abe Karem, o engenheiro aeroespacial por trás do avião robô americano mais temido e bem-sucedido de todos os tempos. “Eu só queria que aviões robô operassem com os mesmos padrões de segurança, confiabilidade e desempenho que aviões tripuladas”.

Quando Karem chegou aos EUA vindo de Israel em 1977, o Pentágono já havia quase desistido de aviões robóticos. Na época, seu modelo mais promissor, o Aquila, precisava de 30 pessoas para ser lançado, voava por apenas alguns minutos por vez e caia em média a cada 20 horas de voo. “O modelo era absolutamente disparatado”, afirma Karem. “A mim parecia óbvio que eles caiam porque havia 30 pessoas fazendo algo que 3 pessoas podiam fazer melhor”.

Karem fundou uma empresa, a Leading Systems, na garagem de sua casa de Los Angeles e começou a desenvolver um avião robô que iria transformar as práticas de guerra americanas. O protótipo foi intencionalmente construído com pouca tecnologia, com o uso de compensados de madeira, fibra de vidro caseira e um motor de dois tempos com os quais karts costumam ser equipados.

O avião robô, apelidado de Albatross, foi desenvolvido por um punhado de engenheiros e operado por uma equipe de apenas três pessoas. Após um teste de voo em que o Albatross permaneceu no ar por 56 horas, a DARPA, o braço de pesquisas das forças armadas americanas, financiou Karem para que ele ampliasse o projeto e o transformasse em um avião robô mais potente chamado Amber. Este, por sua vez, evoluiu e se tornou o Predator moderno.

O fato de Karem ter se tornado um engenheiro aeroespacial foi quase inevitável. Ele montava aeromodelos na escola, inspirado por um professor que havia pilotado um bombardeiro britânico Lancaster durante a Segunda Guerra Mundial. Em seguida Karem estudou aeronáutica no Technion, o prestigioso instituto de tecnologia israelense, e depois se alistou na Força Aérea Israelense. “Em Israel, naquela época, nós levávamos seis meses entre uma ideia e a finalização do teste de voo”, ele diz. “Programas militares nos EUA hoje em dia levam 20 dias para completar a primeira operação”.

Karem também montou o seu primeiro avião robô. Durante a Guerra do Yom Kippur de 1973, bombardeiros israelenses que atacavam o Egito e a Síria estavam sendo detidos por defesas aéreas produzidas pelos russos. Israel precisava de um avião robô isca para ativar os sistemas de radar defensivos, tal que eles pudessem ser atingidos em seguida por mísseis antirradiação. A equipe de Karem projetou, montou e pôs tal avião robô em operação em apenas um mês.

Fonte: Opinião e Notícia | Economist

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