Os psiquiatras estão acostumados a receber muitos paciente que já têm um conselheiro.

Mais especificamente, este conselheiro costuma ser um sacerdote como um rabino, um padre ou um pastor que tem boas intenções e que possui uma sabedoria advinda dos seus estudos religiosos.

Ao menos é esta a presunção. 

Infelizmente, em alguns casos, estas pessoas podem até atrapalhar mais do que ajudar caso não tenham um noção exata do seu papel numa situação de crise.

Por exemplo, se este conselheiro tentar dar uma lição de moral para a pessoa que está com algum problema de saúde mental, isto pode ter péssimas consequências.  

Pior ainda é quando desestimulam o indivíduo a procurar ajuda profissional, pois entendem que a questão é espiritual. 

Recentemente, ouvi uma palestra do rabino Manis Friedman na qual ele conseguiu distinguir muito bem a função dele da de um psiquiatra.

Basicamente, ele falou o seguinte:

“Se eu identifico que a pessoa está com dificuldade de exercer o livre arbítrio dela devido a um problema psiquiátrico, eu logo a encaminho a um profissional.

Assim que o profissional conseguir devolver o livre arbítrio a ela por meio de tratamentos biológicos ou psicoterapia, eu volto a  exercer o meu papel.

Afinal, todos os meus conselhos são baseados na premissa de um livre arbítrio preservado.

Se eu não puder partir desta premissa, como poderei ajudá-la?”

Exatamente! 

Assim como um psiquiatra não deve ter a função de guia moral ou espiritual para os seus pacientes, um sacerdote deve sempre se perguntar quão capaz é aquela pessoa de exercer seu livre arbítrio naquele determinado momento.

Portanto, se todos soubessem se limitar a exercer as suas funções, os resultados seriam bem melhores.  

Ivan Barenboim

http://portaljudaico.com.br/vendoo/uploads/2016/07/rabino.jpghttp://portaljudaico.com.br/vendoo/uploads/2016/07/rabino-150x150.jpgIvan BarenboimENTRETENIMENTOPSIQUIATRIA E SAÚDE MENTALpsiquiatra,psiquiatria,Rabinos influentes,saude mentalOs psiquiatras estão acostumados a receber muitos paciente que já têm um conselheiro. Mais especificamente, este conselheiro costuma ser um sacerdote como um rabino, um padre ou um pastor que tem boas intenções e que possui uma sabedoria advinda dos seus estudos religiosos. Ao menos é esta a presunção.  Infelizmente, em alguns casos,...Comunidade Judaica Paulistana