EVA TODOR-CAPA1

Eva Todor nasceu em 9 de novembro de 1919 em Budapeste, filha de Alexander e Gizella Rothstein, judeus húngaros ligados ao meio

EVA TODOR-1930artístico. Eva começou nos palcos ainda criança, como bailarina da Ópera Real de Budapeste.

Por conta das dificuldades financeiras que a Europa enfrentava no período pós-1ª Guerra, a família abandonou sua terra natal e emigrou para o Brasil em 1929. No ano seguinte, Eva, com apenas onze anos, retomou carreira como bailarina, no Rio de Janeiro.

Aos 15 anos, Eva estreia como atriz no espetáculo “Quanto Vale uma Mulher”, de Luiz Iglesias no Teatro Recreio. Permanece na companhia e acaba por se casar com Iglesias em 1939, tornando-se a primeira atriz daquela companhia de revistas.

Em 1942, Eva Todor participa da peça “Deus Lhe Pague” no batismo cultural de Goiânia, a nova cidade planejada concebida para ser a capital estadual de Goiás. A peça ocorreu no recém-inaugurado Teatro Goiânia e contou com a presença do então presidente Getúlio EVA TODOR-LUIZ IGLESIASVargas e o governador do estado.

Seu primeiro papel dramático foi em “Cândida”, de George Bernard Shaw, um dos maiores sucessos da temporada carioca de1946, e que ficou quatro meses em cartaz.

A seguir fez “Senhora da Boca do Lixo”, de Jorge Andrade, sob a direção de Dulcina de Moraes, e “De Olho na Amélia” que lhe valeu o Prêmio Molière de melhor atriz em 1969.

Em 2007, com 87 anos de idade, lançou seu livro de memórias intitulado “O Teatro da Minha Vida” escrito por Maria Ângela de Jesus.

Seu último papel no cinema foi em 2008, quando viveu a traficante Marly, em uma participação especial em “Meu Nome Não é Johnny”, de Mauro Lima.

Na televisão, foram 21 trabalhos em novelas, minisséries e especiais, da versão censurada de “Roque Santeiro”, em 1975, a “Caminho das Índias”, de 2009, que foi um dos últimos trabalhos na TV onde deu vida à divertida e amorosa Dona EVA TODOR-LIVROCidinha.

Aos 96 anos, Eva Todor tem passado seus dias reclusa em sua casa, na Zona Sul do Rio. A atriz foi diagnosticada com Mal de Parkinson há alguns anos e, desde “Salve Jorge” (2012) está afastada da TV.

Viúva e sem filhos, a atriz  mora com a empregada Maria e com o seu motorista há 25 anos, Marcos Otaviano. Atualmente, depende dos cuidados de três enfermeiras.

Uma das enfermeiras conta que a atriz gosta muito de cuidar da aparência. Ela se maquia, está sempre bem vestida e perfumada, além de estampar um belo sorriso no rosto. A alegria faz parte de sua vida.

Apesar da enfermidade que vem sofrendo, Todor, que mora na Zona Sul do Rio de Janeiro, revelou que ainda está viva e pretende continuar trabalhando, e quando chegar aos 100 anos irá promover uma mega festa para comemorar  com seus amigos e conhecidos. No momento, é necessário ficar em casa, mas quando se recuperar irá EVA TODOR-ROQUE SANTEIROtrabalhar, contou.

A novela “Roque Santeiro”, talvez a de maior sucesso em novelas até hoje, escrita em 1975 por Dias Gomes, foi impedida de ser apresentada um dia antes de ter que ser levada ao ar, censurada pelo então Ministro da Justiça Armando Falcão que alegou “desvirtuamento dos valores éticos e morais da sociedade brasileira”.

O elenco inicial tinha Lima Duarte como o poderoso Sinhozinho Malta; Betty Faria como a viúva Porcina e Francisco Cuoco vivia o personagem título.

Eva Todor vivia dona Pombinha Abelha.

Um duro golpe da censura da ditadura militar que entrou para a história da nossa teledramaturgia, mas que não “apagou” a excelente obra de Dias Gomes que voltou em 1985 ainda mais polêmica.

Em 1985, poucos foram os atores que se mantiveram no elenco da versão de 1975, e apenas Lima Duarte repetiu de forma brilhante o Sinhozinho Malta, além de Luiz Armando Queiroz (Tito), João Carlos Barroso (Toninho Jiló) e Ilva Niño (Mina).

 

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