A cidade de São Paulo, conforme há semanas, descrevo, possui inúmeros atributos, qualidades, aromas, temperos e intensidades. Existem pessoas que desfrutam de um estilo mais conservador, outro neoliberal, é uma mistura enorme de tendências. Assim, como existe na moda, como já citei em outros textos, percebo que essas tendências espalham-se em inúmeros e diversos ramos da cidade.

Quem prefere o feijão fradinho, que coma o fradinho. Quem prefere o feijão carioca, que coma o carioca. Assim, como feijão preto, azul, amarelo, cada um escolhe o seu. Nessa diversidade infinita, existem também tipos de arroz, integral, branco, colorido, com açafrão, a gosto do freguês.

Não preciso nem comentar de roupas, inúmeras, a moda é de todos, seja qual o tamanho ou formato do corpo. O sapato, o1tênis, a sandália, o que vale é a escolha de cada um. O gosto musical totalmente variado, pessoas gostando do que eu não gosto e vice-versa, o que importa é ter rádio para poder aproveitar e saborear.

A arte aqui, apesar de bastante debatida nos dias de hoje, tem para todos. No caso, não me refiro em muros públicos ou até particulares, mas nos locais para aproveitá-la. Vale tudo, exposições, galerias, quadros, quadrinhos, cada um faz a sua, claro que respeitando os limites da lei.

Rodando a cidade, é uma imensidão de gente, com gostos, idades, épocas, é isso que marca, que deixa a cidade com carinha de “quero mais”, apesar de, às vezes, a variedade de opiniões serem imensas até no ar condicionado do ônibus público, é quando a cidade evolui, cresce e deixa a marca.

Claro que no mundo de hoje, todos estão assim, até no país como um todo, com diversas culturas, gerações, imigrações. A questão é que em se tratando de uma única cidade, como não lembrar de toda essa variação cultural e, de clássica à hippie, passando por new age, até axé, parece que estou falando de música, mas é de gente mesmo.

Tem o novo que pensa como velho (eu), tem o velho que pensa como novo, que quer estar antenado, para não sentir-se para trás. Quando junta todos na mesma cidade, com o mesmo DDD, muitas vezes, pode cansar. Como que uma cidade moderna, como São Paulo, pode agregar tanto o estilo clássico (por isso o nome da crônica), como o novo, no jeito de ser dos moradores daqui? Estou falando de comportamento, de sociedade, de estilo de sociedade mesmo.

Vale nesse caso, trabalhar um lado importante humano, a tolerância. Como ela é importante e diferencial nesse momento. É por meio dela que é possível unir numa única redondeza uma imensidão de formas culturais. E assim, vive-se o dia, ouvindo, sem querer, no ônibus, metrô, trem ou mesmo na rua, uma conversa aqui ou ali, tornando o dia enriquecido com tanta variedade cultural por quilômetro quadrado.

http://portaljudaico.com.br/vendoo/uploads/2017/02/iachnerai-classicismo.jpghttp://portaljudaico.com.br/vendoo/uploads/2017/02/iachnerai-classicismo-150x150.jpgSamantha MesterCRÔNICASCRÔNICAS DA VIDA REALclassicismo,Crônicas,Crônicas da Vida Real,modernismo,Pessoas,sao pauloA cidade de São Paulo, conforme há semanas, descrevo, possui inúmeros atributos, qualidades, aromas, temperos e intensidades. Existem pessoas que desfrutam de um estilo mais conservador, outro neoliberal, é uma mistura enorme de tendências. Assim, como existe na moda, como já citei em outros textos, percebo que essas tendências...Comunidade Judaica Paulistana