cão amarrado

Ouvi uma história sobre uma família que adorava oferecer jantares, almoços e festas na casa deles. Há algum tempo eles tiveram que parar com essas reuniões, e a casa deles passou a ser território proibido para visitas. Por que? Simples, eles tinham cinco cães de guarda, cães realmente treinados para segurança, e mesmo assim a casa havia sido assaltada oito vezes. Qual o segredo dos ladrões? Descobriram que os cães eram presos no canil cada vez que chegava visita na casa. Pronto, era só isso que os bandidos precisavam para fazer a festa.
Cachorro treinado para guarda tem que ser equilibrado o suficiente para saber quando atacar ou quando os visitantes são amigos. Além disso, devem ser treinados continuamente, por toda a vida, pois não podem correr o risco de atacar alguma visita e “esquecer” o comando para soltar.
Se você realmente quer treinar o cachorro para ataque e defesa, procure muito por um treinador que esteja acima de qualquer suspeita. Procure amigos que tenham cães de guarda e vá constatar que eles agem de acordo com o esperado. Se você gostar do que viu, visite o treinador e veja os cães dele e, principalmente, esteja presente no adestramento. Mesmo para guarda o cachorro não precisa de adestramento violento. Usa-se um figurante com roupas especiais e mangas e eles ficam atiçando o cachorro, não batendo violentamente, apenas deixando-o apreensivo.
Eu costumo dizer que qualquer um pode treinar um cachorro, mas a minoria usa direito métodos com reforço positivo. Muitas pessoas ainda acreditam que o cachorro só aprende apanhando, por isso eu insisto que, se você contratar alguém para treinar seu cachorro, mesmo que seja só comando básico de obediência, esteja presente ou assista de longe, mas não deixe seu cachorro com alguém em quem você não tenha plena confiança. Outra indicação muito boa é o próprio cachorro. Se ele não fizer muita festa para o adestrador quando ele chega, esqueça. Pode procurar outro, pois não existe melhor termômetro que o cachorro para dizer se o treinador é bom mesmo.
Eu me recuso a prender o Bud em qualquer situação aqui na minha casa. Ele tem livre acesso a tudo. A Tamy traz amigos em casa e a maioria conhece e curte o Bud, mas quando vem algum novo amigo e diz que tem medo, aí a conversa é comigo. Até hoje convenci os medrosos a encarar a companhia do Bud na sala, e no final todos perderam o medo dele. Minhas sobrinhas gêmeas de 2 anos caminham pela minha casa com o bracinho por cima dele, uma de cada lado, os três com altura parecida. Se eu tivesse que prender o Bud cada vez que vem visita, ele passaria a detestar isso, começaria a latir para o interfone na expectativa de visitas e, se conseguisse escapar, seria um estorvo. Isso é o que acontece com qualquer cachorro que vai preso quando vem visita, ele passa a não curtir e pode chegar a ser agressivo para se livrar delas e não ir preso.
Meu primo tinha uma Rottweiler extremamente mansa. Muito mansa mesmo, pois na época suas filhas tinham algo entre 1 e 3 anos. Fui visitá-los em Curitiba e, assim que chegamos na casa ele foi prender a cadela. Pedi para não prender, deixei a Tamy no carro e saí. Ela nunca tinha me visto, e logo pulou na minha cara me lambendo. Ela deve ter ficado muito feliz ao descobrir que eu era uma visita e, mesmo assim, ela não seria presa. Tirei a Tamy do carro e a festa com ela foi bem parecida, mas com mais delicadeza, já que elas tinham a mesma altura. Conforme as visitas iam chegando eu pedia para que deixassem a cadela solta. No final perceberam como ela era doce e que não precisariam mais prendê-la. Não posso garantir, mas acredito que, se ela continuasse sendo presa por causa das visitas, um dia ela começaria a ficar irritada por ser presa, e começaria a querer atacar as visitas. Aí seria uma cadela brava? Não, simplesmente uma cadela que não queria ficar presa na própria casa por causa de outras pessoas. Mas vai explicar isso pros outros, ninguém ia acreditar.

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