A grande maioria das pessoas não sabe a diferença entre os papéis e a formação de cada um destes profissionais.

O problema disso é que, ao precisar de ajuda, você pode ficar perdido e acabar por fazer a escolha errada.

Para evitar que você tenha  esta dificuldade, eu vou definir brevemente cada um destes termos e depois te dar mais algumas orientações.

Psiquiatra – é um médico que se especializa em psiquiatria. Esta especialidade capacita o médico a diagnosticar os transtornos mentais e a orientar sobre a melhor conduta frente a eles, podendo recomendar um tratamento biológico com remédios ou não e/ou uma psicoterapia e/ou apenas dar orientações conforme a sua hipótese diagnóstica.

Psicólogo – é um profissional que se formou em psicologia. Esta é uma ciência que estuda o comportamento, as emoções e o intelecto humano por meio de diversos pontos de vista. Envolve o estudo de uma série de teorias com graus variados de embasamento científico. Sendo assim, engloba desde o estudo da neurobiologia até os aspectos mais etéreos da mente. Dessa maneira, a pessoa que se forma em psicologia pode usar este conhecimento para ajudá-la em seu trabalho com neurociências, recursos humanos ou psicoterapia por exemplo.

Psicoterapeuta – são formados em psicologia na maioria dos casos, mas não necessariamente. Podem ser psiquiatras ou ter outras graduações. Trabalha ajudando as pessoas a reduzir o sofrimento gerado por problemas emocionais que vão desde conflitos comuns do cotidiano a transtornos mentais graves. Há várias teorias nas quais ele pode embasar a sua prática e mesmo dentro de cada teoria costuma haver subespecialidades. Por exemplo, existe a terapia cognitivo comportamental, a fenomenologia, a psicanálise e diversas outras. Dentro da psicanálise há subgrupos como “Lacanianos” e “Freudianos”.

Psicanalista – conforme acima, é o terapeuta que usa a linha da psicanálise para orientar a sua prática. Um resumo superficial desta linha: a psicanálise foi criada por Sigmund Freud e se baseia na ideia de que há fenômenos mentais inconscientes que influenciam muito a nossa maneira de agir, sentir e pensar. Dessa forma, o tratamento é voltado para o acesso aos conteúdos inconscientes com o objetivo de termos mais controle sobre ele. Isto seria o chamado “insight”.

É muito comum que um profissional seja mais de um desses. Por exemplo, há psiquiatras que também são psicoterapeutas e seguem a linha da psicanálise ou pode haver um psicólogo psicoterapeuta que segue a linha da terapia sistêmica.

Agora que você já sabe a definição de cada um destes termos, como você escolhe quem procurar primeiro?

Em geral, recomendo que você sempre procure um psiquiatra primeiro. Isso porque, assim como os outros médicos, ele é o profissional mais habilitado a fazer um diagnóstico e, com isso, decidir qual o melhor tratamento para a pessoa. Afinal, como resolver um problema sem saber qual é?

Pode ser que ele apenas te encaminhe a uma psicoterapia. No entanto, isto será feito se isso de fato for a melhor opção para você.

Isso quer dizer que o psiquiatra é melhor que o psicoterapeuta?

Não. São apenas profissionais com formações muito diferentes e que tem funções diferentes por isso. Se você precisa de uma avaliação diagnóstica e uma orientação sobre a melhor conduta, vá a um psiquiatra. Caso você já saiba qual o seu problema e que ele requer uma psicoterapia, procure um psicoterapeuta. De preferência um que seja da linha recomendada pelo seu psiquiatra, pois há linhas diferentes mais indicadas para problemas e objetivos diferentes.

Uma analogia imprecisa, porem útil seria a de um ortopedista e um fisioterapeuta. Cada um tem a sua função, sendo muito comum que o ortopedista indique um fisioterapeuta que possa trabalhar junto com ele para alcançar o melhor para o paciente.

Da mesma maneira é bem comum que o psiquiatra e o psicoterapeuta trabalhem juntos para obter os melhores resultados. O médico psiquiatra em geral tem um entendimento mais objetivo do caso e tem um olhar mais voltado para o que há de geral dentro daquele quadro clínico apresentado por aquele indivíduo particular assim como todo médico.

Isso é o que possibilita a realização do diagnóstico. Por exemplo, se você vai a um clínico porque está com uma coriza, ele vai procurar saber como os seus sintomas se assemelham aos de doenças que sabidamente causam coriza para fazer um diagnóstico. Ele não vai querer saber qual o lenço que você usa para assoar o nariz ou o que significa para você ficar doente neste momento da sua vida.

Por outro lado, o psicoterapeuta se preocupa mais com o que há de mais singular e subjetivo naquele caso. Além disso, o psiquiatra tende a usar mais intervenções biológicas e o psicoterapeuta usa intervenções não biológicas. Dessa maneira, eles costumam ser complementares.

É claro que os melhores psiquiatras e terapeutas costumam ter bastante conhecimento nas duas áreas. Por vezes, é necessário usá-los ao mesmo tempo pelo mesmo profissional. Apesar disso, os melhores resultados costumam ser alcançados quando cada um enfoca mais a sua especialidade no tratamento do paciente.

Ivan Barenboim

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