Não, a crônica de hoje não trata sobre nenhum remédio, nem remédios, no plural, nem a cura de alguma doença, nem é uma propaganda para a Ultrafarma, não. O que trago para a semana é um local novo, que eu mesma nem tinha ido ainda, aqui na cidade, imaginem!

Até agora não entendi se faz parte de São Paulo ou de Osasco, é um lugar distante do centro, mas diferente, peculiar, com ar urbano, que até passam linhas de ônibus bem conhecidas. Particularmente, não conhecia, mas me impressionei com a beleza local.

Pelo que vi, tem de tudo, bares, lojas, vila, prédios, vale a visita, são lugares na cidade que são poucas as oportunidades de conhecer. É bonitinha, mas difícil acertar o caminho, são muitas vielas e muitas casinhas. Entre tantas, há muitos prédios também. Condomínios inteiros, aliás, foi o que eu consegui perceber até então. Um bairro mais residencial, num dos cantos da cidade.

Uma escolha de moradia tão surpreendente que nem eu esperava. Queria longe, acho que nem precisava tanto. Valeu a pena esperar ficar pronto. Tem tudo no local, até manicure. Esse é o novo conceito de moradia, morar num clube, me parece. Se eu curto? Não sei, é tão estranho acordar com uma vista de uma piscina, acho que nem daria vontade de trabalhar, acredito que valha o esforço de ir e voltar sim, academia literalmente ao lado de casa, quem não gostaria?

O que mais será que tem no bairro? Vou precisar descobrir, pouco a pouco a cada visita que eu fizer, percorrendo aqui e ali. Minha estreia no bairro foi logo em dia de chuva torrencial. Quem não fica curioso em conhecer literalmente uma das pontas da cidade em dia de tempestade? Chega a ser extremamente inspirador. Enfim, a oportunidade veio à tona e fomos para a Vila dos Remédios, bairro humilde e agradável na divisa de São Paulo com Osasco, próximo à Vila Leopoldina, Ceagesp e região.

Vale a visita. Vale se impressionar com a distância a que a cidade de São Paulo pode ter do centro, nas suas fronteiras e perceber como uma cidade é constituída de várias minis-cidades. Aqui, os bairros inteiros têm de tudo, não há a necessidade nem de ir a banco, correio, supermercado, se bobear, até escola para os filhos e o trabalho de carro, pode ser feito a pé, se tiver um pouco de sorte de aliar tudo.

Ter tido a experiência de conhecer outros cantos da cidade, proporcionou-me mais noção de espaço e geometria, além de cálculo de distâncias, que eu uso muito na escola e tem sempre algum aluno que pergunta: “pra que serve isso, professora?”. Paguei para ver, tudo junto e ao mesmo tempo. Ou seja, vi a matemática na prática, inclusive ao criar caminhos alternativos. Mas, matemática na crônica? Deixo para outra vez, essa já bastante marcante!

http://portaljudaico.com.br/vendoo/uploads/2017/01/Remédios-iachnerai.jpghttp://portaljudaico.com.br/vendoo/uploads/2017/01/Remédios-iachnerai-150x150.jpgSamantha MesterCRÔNICASCRÔNICAS DA VIDA REALCrônicas,Crônicas da Vida Real,Osasco,Remédios,sao paulo,Vila dos RemédiosNão, a crônica de hoje não trata sobre nenhum remédio, nem remédios, no plural, nem a cura de alguma doença, nem é uma propaganda para a Ultrafarma, não. O que trago para a semana é um local novo, que eu mesma nem tinha ido ainda, aqui na cidade, imaginem! Até...Comunidade Judaica Paulistana