Morar em Israel, conforme já falei, não é tão simples assim.

É preciso avaliar tudo muito bem, antes de mergulhar nessa nova vida.

Mas se mudou tudo… é chegada a hora de reconstruir. Tijolo por tijolo, pedacinho por pedacinho….

Haja estrutura e emoção!!!

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Vamos falar um pouco de custo de vida…

Aqui o salário mínimo é mais alto do que no Brasil , mas o custo de vida também é proporcional.

Porém, temos direito a escola e saúde pública e não pagamos quase nada por isso.

Custo de vida em Israel  é 2,58% maior do que nos Estados Unidos (dados agregados para todas as cidades, aluguel não é levado em conta).

 Alugar em Israel é 30,15% menos do que nos Estados Unidos (dados médios para todas as cidades).

Tenha em mente que o Shekel, moeda corrente de Israel, está praticamente o mesmo valor do Real.

Claro que essas  estimativas são uma média geral dos custos.

Como os aluguéis são altos, muitos imigrantes optam por morarem com alguém, pois assim minimiza os gastos mensais. Isso aqui é muito comum.

Inclusive tem muitos apartamentos e casas que foram readaptados para serem alugados por  pessoas em separado. Os famosos estúdios, tem um sala acoplada com cozinha e banheiro e muitos tem um quarto a mais. O suficiente para ter um canto só seu.

Os valores variam de acordo com cada cidade. Quanto mais perto de Tel Aviv, mais caro vai ficando.

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Segurança…

Nos sentimos muito seguros por aqui.

Podemos sair às ruas de noite, sem medo de sermos assaltados e não precisamos  fechar as janelas do carro a cada viagem.

As crianças tem uma vida mais livre e a população da terceira idade usufrui de muitas atividades semanais por preços justos.

Podemos caminhar em parques e na praia a qualquer hora, sem medo algum.

As estimativas de crime e segurança são:

 

Índice de criminalidade: 31.35%
Índice de Segurança: 68.65%

Aqui está longe de ser um paraíso, a terra que emana leite e mel, mas apesar de todas as dificuldades, conseguimos viver com  qualidade, mesmo que de forma simples.

Parte da população tem uma condição financeira melhor, mas de forma geral, todos trabalham muito e isso é bastante respeitado.

É um país onde se concentram imigrantes de todo o mundo e isso faz com que tudo vá se modificando ao longo do tempo. A população vai se reciclando de acordo com a convivência com gente de diversos lugares do mundo. Uma torre de Babel de culturas e costumes, o que contribui e  muito, para nosso amadurecimento e aprendizagem sobre o ser humano e claro, sobre nós mesmos.

Cuidados de saúde em Israel

O sistema de  saúde israelense não é perfeito, mas funciona. De uma forma diferente do Brasil, mas todos tem direito à saúde por custos baixos.

SSI é um sistema público, financiado por impostos e pelo orçamento nacional, e está composto basicamente por quatro “convênios de sáude” (em hebraico, Kupot Cholim) e dezenas de hospitais.

Os convênios de saúde são licenciados e financiados pelo governo para atender a um plano básico para todos os cidadãos ou residentes permanentes. Eles atuam de forma similar a uma parceria público-privada.

Índice no Sistema de Cuidados de Saúde: 75,47%

Agora… a pergunta que não quer calar…

Como é vir para cá depois dos 50 anos?

Olha… não é fácil, mas não é impossível para quem tem sonhos e determinação. Tem que estar consciente de que aqui não vai encontrar um mar de rosas e que a adaptação não é tarefa fácil, especialmente para quem já traz consigo uma bagagem de anos de vida.

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O primeiro grande desafio e que nem todos conseguem é aprender a língua.

Eita linguinha complicadinha prá quem nunca estudou, né?

Mas  aos poucos, com o tempo e com força de vontade, a gente começa a absorver de uma forma bem natural. Mesmo falando errado, as pessoas acabam nos entendendo. Claro que tem aqueles que não têm muita paciência, mas não se preocupe… eles nem imaginam como se fala português. Não sinta-se burro!!!

De forma geral, todos estão acostumados por aqui com o falar errado, pois grande parte da população é de imigrantes. Então o negócio é falar o hebraico com a cara e a coragem.

O início, os primeiros anos não são fáceis, mas também vai da forma que cada um encara.

Porém…. apesar de tudo, tem coisas que aqui tem e que no Brasil e outros países não tem.

Sentimos mais segurança, mais qualidade de vida, mais tranquilidade em vários aspectos.

Problemas têm de monte, mas temos as nossas compensações.

Outra coisa que eu acho muito legal aqui é a simplicidade. Embora hoje Israel não seja mais o mesmo de 20 anos atrás, os valores são outros.

Num casamento, numa festa grande, por exemplo, nada de grandes produções. Ninguém vai te olhar torto.

Aliás… Aqui nas festas não é hábito se dar presente. Todos dão um valor em dinheiro para os donos da festa. Uma forma de colaborar com tudo que eles ofereceram para nos divertirmos e comermos. Talvez seja meio impessoal, mas é assim que aqui funciona.

Voltando ao assunto idade…. Nem todos os trabalhos são possíveis de encarar depois de certa fase da vida. Existem os fatores físicos que muitas vezes pesam na hora de escolher um ofício.

Por isso penso que se tiver uma renda extra ou uma reserva para não se apertar em épocas mais difíceis, é muito aconselhável.

A população idosa trabalha normalmente. Mas tem pessoas que precisam de cuidados especiais e aqui tem uma função muito comum que são os cuidadores de idosos. Tem vários escritórios que contratam gente para cuidarem de pessoas em estado mais frágil. Isso o convênio e o governo dá de direito para alguns casos.

Existem também os Beit Avod, que são casas de repouso que oferecem cuidados maiores para quem necessita.

A imigração das pessoas maduras traz consigo preocupações e pressões que são importantes estarmos cientes. Sempre são questões complicadas emocionalmente falando, pois desenraizar de um lar, integrar-se numa nova sociedade, fazer novos amigos, faz parte dos desafios de quem decide mudar tudo.

É  logico que a maioria das pessoas maduras vem com a vontade de fazer uma grande virada na vida em um novo lugar. Já passaram por muitas coisas, seus filhos já cresceram, acumularam muitas experiências e alguns conseguiram acumular bens materiais. Muitos ainda estão saudáveis e em condições de trabalhar e contribuir para o crescimento da pátria judaica.

E aí vem os diversos e naturais questionamentos…..

Posso fazer algo em Israel?

A falta de conhecimento geral de como tudo  funciona em Israel é um fator perturbador no começo.

O fato de ter sido alguém conhecido, um profissional renomado e, de repente ser mais um número entre tantos, também é uma incógnita.

Mas claro, todos podemos fazer algo no país.

Como enfrentar essa barreira?

Seu foco deve estar em encontrar um emprego.

Construir carreira nesta fase da vida, num local totalmente diferente, creio que seja meio utópico. Penso que o foco deve ser outro, para não haver frustrações. Pense em obter uma qualidade de vida, tranquilidade e segurança.

As expectativas realistas e a moderação são essenciais quando se vem nessa fase da vida. Viver aqui é maravilhoso, mas exige desafios, confiança, coração aberto, vontade de se adaptar e muita flexibilidade.

Lembre-se… você estará se reinventando, se reconstruindo e isso é sensacional.

Chegou a grande oportunidade de você se redescobrir, perceber o que realmente te faz feliz.

Procure entrar na internet para descobrir sites de emprego, organizações de imigrantes,(Oleh), anúncios em jornais e artigos, eventos de networking, aproximação com  pessoas que podem te ajudar…

Lembre-se sempre das palavras chaves…

FLEXIBILIDADE!!OUSADIA!!CORAGEM!!FÉ!!

Em seu currículo e em entrevistas é importante enfatizar a sua experiência e estar ciente de que você não tem problemas em trabalhar com gente bem mais jovem, mesmo que seu chefe tenha a idade de seus filhos ou até netos.

 Lembre os empregadores que os idosos costumam ser candidatos leais, flexíveis e experientes.

O outro lado da moeda…

Aqueles que vêm dependendo dos filhos…

No judaísmo cuidar dos pais é uma mitzvá (mandamento) enorme!

Muitos idosos chegam aqui com sua capacidade física e mental em detrimento e, logicamente precisam de ajuda.

Os filhos serão seus protetores, mas precisarão de colaboração, assim como precisarão adaptar suas casas para receberem uma pessoa idosa…

É necessário um plano completo de saúde e também seus pais devem trazer consigo todos os documentos que possuem para o caso de precisarem demonstrar alguma situação.

Aconselho também a procurar um advogado para evitar aborrecimentos burocráticos no futuro.

No caso de necessidades como muletas, cadeira de rodas, etc… ,temos o Yad Sarah que é uma organização maravilhosa onde emprestam ou alugam vários tipos de equipamentos e objetos necessários para os cuidados de pessoas em diversas situações.

Se seus pais forem morar sozinhos, é interessante que morem por perto de você, de modo que facilite, no caso de alguma urgência ou necessidade.

Existem várias opções de lares de idosos  e residências assistidas, públicos e privados em Israel, onde oferecem atividades sociais, refeições, cuidados intensivos, etc…

Muitos são pagos e bem caros.

É necessário registrar seus pais no Bituach Leumi, pois apesar de muito burocráticos eles podem ajudar em caso de necessidade.

O Bituach Leumi é o Instituto Nacional de Seguros e está a cargo da segurança nacional dos moradores israelenses. A sua tarefa principal é garantir meios de apoio para aqueles que são incapazes de ganhar a vida.

Quanto a planos de saúde…. é sempre bom pesquisar antes e se possível virem equipados com medicamentos para pelo menos três meses, para dar tempo de encontrarem um bom médico que os acompanhe.

Enfim… existem muitas informações e muitos caminhos.

O grande segredo é não desistir, ter muita paciência e força de vontade que no final tudo vai se encaixando e dando certo.

Sabe o que eu acho?

Nunca é tarde para tentar, se reconstruir, se remodelar, viver!!!!

E Yalla!!! Vamos conhecer, vamos viver Israel!!! Até a próxima semana!!!

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