Segunda-feira minha mãe completa 53 anos muito bem vividos. Na última semana, minha avó completaria 85, não tivesse o Alzheimer lhe ceifado a vida e a memória no fim de Março deste ano.
Mein Yiddishe mame ensinou-me, quando menino, tudo o que eu precisaria para me tornar um homem: ensinou-me a abotoar o paletó, a passar minhas camisas, a cozinhar minha comida, a lavar a minha roupa e a prender minha quipá; ensinou-me a respeitar a memória de nossos antepassados e a colocar a família como prioridade; ensinou-me a estudar para alcançar meus objetivos e a ser um homem educado com o próximo.
Portanto, dedico esta tradução a elas, à memória de minha avó querida, Octávia Shlakman Benvenist Steinberg, de abençoada memória, e à minha mãe, Jane Steinberg Ribeiro.

Yiddishe Mame

Deixai-me vos perguntar: alguém sabe
Com qual dádiva do Eterno aos homens cabe,
Que dinheiro não a compra, e de graça nos vêm,
E uma vez perdida, choramos por viver sem?
A ninguém uma segunda dádiva, inútil que se aflorem os nervos,
Oh, aquele que a perdeu, já sabe o que ouso dizer-vos.

Ah, Yiddishe Mame!
Melhor companhia não há nesta vida
Ah, Yiddishe Mame!
Quão amarga fica a alma quando está perdida.
Quão maravilhoso quando acende as velas de Shabat
Quão sombrio quando o Eterno leva-lhe a Olam Habá

Sua proteção nem os vastos oceanos nem as ferventes fornalhas impelem
Não mantê-la acesa na alma é o maior dos pecados cometido pelo homem
Afortunado e sucedido daquele que ainda a tem para receber carinho terno
Tão belo presente este dado pelo Eterno

Como uma autêntica Yiddishe Mame
Minha Yiddishe Mame!

http://portaljudaico.com.br/vendoo/uploads/2016/08/shabbat-candles-1024x838.jpeghttp://portaljudaico.com.br/vendoo/uploads/2016/08/shabbat-candles-150x150.jpegMatheus Steinberg BuenoFILOSOFIA JUDAICApoesia,tradução,yidddishe,yiddishe mameSegunda-feira minha mãe completa 53 anos muito bem vividos. Na última semana, minha avó completaria 85, não tivesse o Alzheimer lhe ceifado a vida e a memória no fim de Março deste ano. Mein Yiddishe mame ensinou-me, quando menino, tudo o que eu precisaria para me tornar um homem: ensinou-me...Comunidade Judaica Paulistana