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Ucrânia, onde estão situados Kovel e Ludmir (Vladimir-Volynskiy) marcados no mapa, as cidades onde os judeus foram massacrados na 2ª Guerra Mundial pelos nazistas, conforme relatos de minhas publicações anteriores.

Os judeus emigraram para a Ucrânia em levas provenientes da Khazária, do Califado e de Bizâncio, entre os séculos 9 e 12; da Europa Central, nos séculos 13 a 15; e da Polônia, nos séculos 16 e 17.

Os khazares, um povo com fortes traços mongóis formavam um dos mais importantes dos estados independentes Portal iachrenai-texto 9cexistentes ao norte do império bizantino. No início do século 8, Bulan, o príncipe reinante, reconheceu os méritos do judaísmo e formalmente o adotou como religião. Um dos seus descendentes, Obadia, zelou pela propagação da fé, construindo sinagogas e convidando sábios estrangeiros a se fixarem em seu país. As feições mongólicas comuns entre muitos judeus da Europa oriental são, com toda a probabilidade, herança de 10 séculos atrás dos habitantes, notáveis por sua religiosidade e erudição, desse incrível reino judeu que durou até o século 11 ou 12 quando foi invadido e dominado pelos russos liderados pelo príncipe de Kiev.

Em 1241 a Polônia sofreu a primeira de uma série de invasões tártaras que devastaram o país e reduziram as principais cidades a montões de ruínas fumegantes. Aniquilada a indústria, destruído o comércio e desaparecida a classe média que administrava as terras dos grandes proprietários, os soberanos poloneses, a partir da metade do século 13, iniciaram uma política de atrair mercadores e artesãos da Alemanha, sob proteção de sua nativa “Lei de Magdeburgo”.

Junto com os alemães — e depois destes — vieram também muitos judeus. Já havia uma tendência a emigrar da Renânia para leste, desde que as perseguições haviam se  tornado endêmicas na Alemanha, a partir do início do período das Cruzadas. Em 1264 foi promulgada uma carta-modelo garantindo liberdade de oportunidades, além de segurança frente a hostilidades.

Propiciada por esta declaração, desenvolveu-se a colonização judaica. Os imigrantes judeus impuseram sua cultura superior aos irmãos naturais do lugar. Estes adotaram dos judeus alemães os costumes, os padrões de cultura, os métodos de estudo e até a língua. Por isso a vasta maioria dos judeus da Polônia e da Rússia, bem como muito de seus descendentes em outras terras, continuaram falando a forma de Alto Alemão que estes imigrantes trouxeram consigo. Aparece de mistura com elementos hebraicos e eslavos, escreve-se em caracteres hebraicos. É conhecido como iídich. Portal Iachenrai-texto9-IIDISHFundamentalmente, é a língua que se falava nas Judengassen do Reno Médio ao tempo em que se planejava a grande catedral de Colônia. Entretanto, a ocorrência de novas invasões de tártaros, mudanças de governos e de domínios, ataques recorrentes e pequenas perseguições aqui e ali, levaram os habitantes judeus durante as décadas que se seguiram, a atravessar períodos de crise e insegurança.  Mas nada se igualou aos levantes de Chmielnicki e Haidamek (séculos 17 e 18), assinalados por violentos massacres.

Os movimentos franquista e chassídico tiveram suas origens no século 18 na Ucrânia, que esteve também associada ao desenvolvimento inicial do sionismo nos séculos 19 e 20. No século 19, as maiores emigrações eram provenientes da Galícia e da Rússia Branca. Tendo sido sempre um centro antissemítico, a Ucrânia foi palco de terríveis progroms em 1905 e em 1918-1920.

O governo russo encorajou o estabelecimento agrícola de judeus no sul da Ucrânia, entre 1804 e 1859, de modo que em 1897 havia 21 colônias judias na província de Kerson e 16 em Yekaterinoslav com 26.326 habitantes. O Governo soviético promoveu na década de 1920 o estabelecimento de judeus nas regiões ucranianas de Kalindorf, Zlatropol e Stalindorf, com recursos fornecidos pelo American Joint Distribution Committee, e em 1930 havia ali 90.000 agricultores judeus.

Em janeiro de 1918, foi estabelecido um regime de autonomia nacional na Ucrânia e foram designados ministros para Assuntos Judaicos. A economia e a cultura dos judeus sofreram sob o domínio soviético. Cerca de metade dos três milhões de judeus da Rússia Soviética viviam na Ucrânia antes da Segunda Guerra Mundial, mas, sob ocupação nazista, os habitantes judeus que não haviam fugido para a Rússia foram eliminados pelos alemães e ucranianos (1941-1942). Mas a respeito do Holocausto na região já contei em minhas 8 publicações anteriores.

Dos cerca de um milhão e meio  de judeus que viviam na Ucrânia antes do Holocausto, a população judia foi oficialmente calculada em 84.000 habitantes em 1960.

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