cão
Conversa típica entre duas pessoas que adoram cachorro. Pessoa 1 é o feliz proprietário de um cachorro. Pessoa 2 também, mas estuda algumas coisas sobre cães:
Pessoa 1- Ele é super inteligente, entende tudo o que eu falo;
Pessoa 2- Não, ele pode até ser bem inteligente, mas na verdade ele não entende o que você fala;
P1- Entende sim, entende tudinho;
P2- Não, ele não entende nenhuma língua ou idioma dos humanos;
Agora a P1 já não sabe se está brava ou frustrada:
P1 – Ah, é?! Então por que quando chego em casa, vejo que ele fez besteira, ele já se encolhe?
P2 – Viu? Você não falou nada, ele já estava encolhido. Ele leu a sua postura.
P1 – Hãn?
P2 – O cachorro se comunica através de sinais, usa movimentos e sons. Usa a voz para latir, uivar, até consegue chamar os amigos, mas não pelo nome nem usando palavras.
Pessoa 1 não se dá por vencida:
P1 – Certo, então por que quando eu digo que vou trabalhar ele não me acompanha até a porta? Fica parado e sabe que não vai comigo.
P2 – Claro, ele já associou a palavra. Ele não imagina o que seja trabalho. Ele nem sabe pra que serve um dentista, advogado, designer, arquiteto. Ele não tá nem aí se o mercado financeiro está instável, e nem quer saber quem fez aquela propaganda. Nem interessa. A vida dele se limita à sua matilha, você, sua casa e sua rotina. Pera aí, talvez ele pense que trabalhar significa caçar, já que você sai mas sempre dá comida para ele na volta.
P1 – Caramba, eu trabalho para dar o melhor para minha família e para ele. Compro a melhor ração, brinquedos, vacina, tudo de qualidade, e ele nem entende o que eu falo?
2 – Não só isso. Você ainda o leva para passear e cata o cocô dele na rua.
1 – Humpf!!!!
Diálogo baseado em fatos reais, ou não. Sei que é frustrante descobrir que o cachorro não entende o que a gente fala, mas ele aprende o que lhe é ensinado. Se você sempre falar “Bola” quando for jogar bola com ele, ele vai saber o que fazer quando você pedir a bola. Se você pegar a coleira e disser “passear”, ele vai associar a palavra com a coleira. Não precisa ser gênio para saber que vai sair.
Ele sabe onde você guarda os petiscos, sim. Ele tem um olfato privilegiado, lembra? Por isso ele sempre vai saber onde os petiscos estão. Ele sabe o que aprendeu com a mãe, ou seja, lutar, morder, dormir, comer. E conforme ele for ficando na sua casa ele vai aprendendo o resto. Ele aprende a ser o cachorro da família. Claro que, se você não ensinar nada e deixá-lo à vontade demais, ele vai ser o cachorro chato da família. E isso ninguém quer, né?! Todos querem um cachorro agradável e obediente, por isso tanta gente quer um Bud. Tudo que eu escrevo aqui é fundamental para você ter um Bud pra chamar de seu mesmo.
O cachorro vive o aqui e o agora. Muitos donos de cães não concordam quando a gente explica que ele não destruiu o apartamento por raiva de ter sido deixado sozinho. Esses sentimentos mesquinhos e feios são características dos humanos, não dos cães. Coloque-se no lugar dele. Ele foi deixado sozinho sem motivo aparente, não faz a menor ideia de quando o humano dele vai voltar, a porta fecha e você some, simples assim. Nesse momento começa o stress. Roer coisas serve como um alívio para ele, então ele rói. Ele se sente seguro nos locais que têm seu cheiro, então ele fica na sua cama, até pode fazer cocô no seu quarto. Aí você chega e ele vai te receber, mas logo você vê móveis roídos, plantas comidas, cocô no tapete, coisas assim. Ele lê seu corpo, sua postura e seu olhar. Ele percebe que há algo de podre no reino da Dinamarca, e aí ele ouve sua bronca sem entender uma palavra sequer, mas ouve o nome dele, e descobre que ele é o motivo de você estar bravo. Por via das dúvidas, o melhor é se encolher, ficar quietinho, querendo ser um camaleão para poder se disfarçar de chão. Ele não faz ideia do que fez de errado, mas a última coisa que ele quer é te deixar triste.

Quer uma prova real disso? O Bud tem amigos e inimigos. Na maioria das vezes saio com ele e passamos algum tempo com os amigos dele na rua. Mas de vez em quando estamos para entrar no prédio e ele vê algum amigo chegando na esquina. Fica parado, querendo esperar, mas se estou com pressa não posso me dar a esse luxo. Dou uma puxadinha na guia, ele dá uma choradinha me mostrando que o amigo vem na nossa direção. Falo “vem” e ele vem contrariado. Mas no segundo seguinte ele já está numa boa, entrando no prédio como se tivesse esquecido que o amigo está chegando.
O mesmo ocorre se ele quer comer algo que não pode, ele fica lá babando de vontade, mas no momento que termina a comida e a gente sai da copa ele esquece e vai brincar.

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