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Tenho um bebê ou fico com o cachorro? Essa questão lembra muito a famosa “caso ou compro uma bicicleta?” Nas duas questões eu respondo: Por que não os dois? E já que vai comprar a bicicleta, comprem duas para pedalarem juntos.

O que me motivou a escrever este artigo é a enorme quantidade de e-mails oferecendo um cachorro lindo, saudável, amado por todos, tratado como um membro da família até… A chegada do bebê.

Bem, claro que a maioria dos cachorros não vai ficar contente de perder o reinado por causa de um “brinquedinho” novo, principalmente porque esse novo habitante solta ruídos estranhos, dorme em um espaço novo feito para ele ou até mesmo no quarto dos “líderes da matilha”, além de roubar a cena e muitas vezes fazer com que o cachorro apanhe ou seja esquecido.

Uma cena que me emociona muito é ver nas praças e parques os pais com bebês e seus cães. Sempre me dá a impressão de que o cachorro está cuidando do bebê, feliz por estar fazendo parte do grupo. Para esse relacionamento dar certo se faz necessário alguns cuidados, mas tudo vale a pena e nada é tão difícil assim.

Em primeiro lugar o mais importante: Não mudar a rotina do cachorro por causa do bebê. Se você for mudar alguma coisa, mude antes do nascimento. O cachorro adora a rotina, ou seja, se desde que ele chegou na sua casa, até seu último dia, ele fizer em todos os horários a mesma coisa, ele ficará sempre feliz. Então, se você optou por quando o bebê nascer não deixar o cachorro entrar no quarto dele, comece desde já. Se ele vai ser alimentado de maneira diferente, comece já. Resumindo: Nada vai mudar na vida dele por causa do novo ser. É o primeiro passo para uma grande amizade entre eles. Recomendo ler esse parágrafo tantas vezes quanto necessário para entender mesmo a situação.

Faça com que a casa pareça que tenha um bebê desde já, assim o cachorro não vai estranhar. Como? Deixe um carrinho na sala, e não brigue com o cão quando ele for cheirar, ao contrário, quando ele se comportar bem ao lado do carrinho, ofereça petiscos para ele. Não o deixe pular no carrinho.
Ande pela casa com uma boneca nos braços, como você carregaria o bebê mesmo, e acostume ele a não pular nessa situação (virando-se de costas para ele, mas desvirando e se abaixando para ele cheirar o “bebê” quando ele estiver no chão).

Quando o bebê nascer, alguém leva o cobertorzinho da primeira noite para o cachorro se sentir familiarizado com cheiro do bebê, deixe cheirar e faça muito carinho associado ao cheiro. Fale o nome da criança e associe com carinho também.
Quando o bebê chegar em casa, a mãe não deve estar carregando o bebê. Lembre-se, você passou uns três dias longe dele, e reaparece carregando esse “brinquedo”? Ah, não!!!! É muito cruel com o peludão que vai te esperar louco de saudade. Deixe uma terceira pessoa carregar o bebê e vá fazer a festa com o cachorro. Quando ele estiver mais calmo, aí sim, traga o bebê e deixe o peludão cheirar o pezinho do novo membro da matilha. Ele vai associar o cheiro dele com o do cobertor.

Nunca brigue com o cachorro na frente do bebê. Deixe-o achar que o bebê é o seu “porto-seguro”. Inclusive, lembre-se de deixar petiscos na parte de baixo do carrinho, como se fosse presente dele para o amigão de 4 patas.

Quando começarem os passeios do bebê, as famosas caminhadas em família pela vizinhança, deixe o cachorro fazer parte dessa aventura. Dessa maneira ele terá certeza que o bebê é o novo membro bem-vindo na matilha.

Por último, se você pensa que seu animal de estimação é uma ameaça à saúde da mamãe ou do bebê, converse com seu veterinário. Você descobrirá que, ao contrário que as pessoas imaginam, a convivência com animais de estimação em nada compromete esse período tão especial da vida da família. Desde que o animal esteja vacinado, vermifugado e tenha assistência veterinária.

A tão famosa “alergia a bichos” não tem a ver exatamente com o pelo, mas muito mais com o ácaro, encontrado em vários lugares além da pele do nosso peludo (já tentou olhar seu colchão, sofá, etc, num microscópio? Argh!!!! É melhor não).

Enfim, curta muito a gestação, o bebê e todos seus momentos, porque eles crescem rápido demais. E daqui a pouco tempo você vai curtir a emoção de ver seus dois amores – filho e cachorro – brincando juntos e alegres na praça.

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