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A atriz judia Nathalia Timberg, uma das maiores atrizes do país, nasceu no Rio de Janeiro em 5 de agosto de 1929.

Atriz de grande talento, uma profissional respeitada pelo público e pela crítica, que completou 87 anos de vida e mais de 60 anos de nathalia_timberg-0 direito denascercarreira, marcou sempre seu trabalho pela diversidade de atuações, e de emissoras em que esteve.

Sua voz marcante já era conhecida no seu primeiro grande papel na TV Tupi, na novela O Direito de Nascer, em 1964.

A Globo News fez uma justa homenagem  a ela, relembrando toda a trajetória da atriz na televisão e no teatro, através de um bom compacto no Arquivo N.

Já a 16ª edição do Prêmio Contigo de Televisão também fez questão de aplaudi-la em uma homenagem especial durante as premiações dos melhores do ano. A atriz ainda ganhou a sua primeira biografia, escrita pelo seu amigo Cacau Hygino, com um poema de Carlos Dimuro.

Em A Rainha Louca, novela de 1967, Nathalia faz dois papeis; a da Rainha e de uma empregada. Os dois personagens vividos por ela dialogavam na mesma cena, o que era nathalia_timberg-a rainhaloucaconsiderado uma inovação técnica na época.

Nathalia Timberg tem uma longa e respeitada carreira, repleta de tipos marcantes, incluindo várias vilãs memoráveis. Afinal, impossível se esquecer da inescrupulosa governanta Juliana, em A Sucessora (1978), que fez da vida da nova esposa do patrão um verdadeiro inferno.

Ou então da diabólica Constância Eugênia, mãe do grande vilão de O Dono do Mundo (1991), Felipe Barreto, vivido por Antônio Fagundes.

E também teve a perversa Dona Idalina, de Força de um Desejo (1999), que vomitava preconceito, intolerância e maldades perante todos os demais personagens.

Entretanto, ela também interpretou a irmã da grande vilã Odete Roitman (Beatriz Segall), em Vale Tudo (1988). Era a honesta Celina e a atriz mereceu vários elogios na época por sua atuação.

Antes, em 1985, Nathalia tinha dado vida a esquizofrênica Cecília, em Ti ti ti, esbanjando talento em cada cena.

nathalia_timberg-ti ti tiEntre outros vários tipos marcantes, há a Emília, de Éramos Seis (1994), a Tereza, de Zazá (1997), e a picareta Yolanda, de Celebridade (2003), cuja parceria com Ana Beatriz Nogueira foi muito bem-sucedida durante toda a ótima novela de Gilberto Braga.

Gilberto sempre escala a atriz para suas novelas. Ela é uma figura sempre presente em suas obras e o autor já lhe presenteou com grandiosos papéis, como os já citados em Vale Tudo, O Dono do Mundo e Força de um Desejo.

Mas todo autor que escala Nathalia sabe que contará com um grande trunfo em sua novela, pois sua presença enriquece qualquer obra.

nathalia_timberg-vale tudoUm sucesso no cinema, Conduzindo Miss Daisy, foi apresentado no palco do Teatro Hilton, em São Paulo em 2002.

A história que teve origem teatral chegou às telas de cinema com os atores Jéssica Tandy e Morgan Freeman e foi vencedor do Oscar em 1990 como melhor filme, melhor atriz, melhor roteiro adaptado e melhor maquiagem.

.A peça brasileira, com direção de Bibi Ferreira e interpretado por Nathalia Timberg e Milton Gonçalves, conta a história de Daisy Werthan (Nathalia Timberg), uma excêntrica e independente viúva judia do sul dos EUA, de 72 anos.

Quando bate seu carro novo no jardim de seu vizinho, seu filho Boolie (Reinaldo nathalia_timberg-odonodomundoGonzaga), temendo pela segurança da mãe, insiste para que ela contrate um motorista ao que ela se nega no princípio, mas acaba cedendo..

A história se desenvolve com a convivência cheia de lances dramáticos entre a viúva judia e o motorista negro.

Nathalia foi alvo de críticas ferozes por parte do público conservador, ao interpretar uma homossexual casada com a personagem de Fernanda Montenegro, em Babilônia.

Posteriormente comentou em entrevista sobre como acha absurda a permanência do preconceito em pleno século XXI, e declarou:

“Se até hoje ele (o preconceito) está presente na nossa discussão, com toda essa reação conservadora, acho que continuam sendo necessárias as lutas atuantes nesse meio. nathalia_timberg-babilôniaPrincipalmente se a ideia for semearmos a expressão livre do ser humano”.

No palco da premiação, além de ser homenageada, Nathalia Timberg ainda teve um dos discursos mais aplaudidos do evento, e compartilhou com os convidados que já sofreu preconceito direto na rua enquanto caminhava com a mãe, e uma mulher a chamou de judia com nojo, cuspindo no chão.

Além do seu reconhecido trabalho na televisão, a atriz tem vários filmes em seu currículo e mais de 40 peças teatrais. Nathalia Timberg é um patrimônio nacional e todas as homenagens feitas a ela ainda serão insuficientes diante de sua grandiosidade.

Que estes 87 anos de vida e mais de 60 de carreira sejam ampliados, pois uma profissional deste nível não pode deixar seu público tão cedo. Como se costuma augurar na tradição judaica, até seus 120 anos, Nathalia!

Assista ao trailler de “O Dono do Mundo” – poucos minutos para muito talento

 

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