JUSTOS-CAPA- MARINUS E CHRISTINA-2

No Museu do Holocausto – Yad Vashem – em Jerusalém, existe uma árvore plantada em homenagem a cada “Justo entre as Nações”, título concedido pelo governo de Israel em reconhecimento a todos os não-judeus que durante a Segunda Guerra Mundial salvaram vidas de judeus da sanha sanguinária do nazismo.

Segundo o TALMUD, uma coletânea de livros sagrados dos judeus, “Quem salva uma vida salva o mundo inteiro“.

Marinus van der Ploeg e a esposa Christina van der Ploeg são Justos entre as Nações.

No início de 19MARINUS - CLOSE43, na Holanda ocupada pela Alemanha nazista, Marinus  e Christina van der Ploeg foram abordados pelo Reverendo Kruiswijk, o ministro da sua comunidade de igreja calvinista, contando que estava com o rabino Nathan Dasberg e sua esposa Liesbeth escondidos dos nazistas.

Os Dasbergs haviam implorado ao Reverendo Kruiswijk para que encontrasse um local de esconderijo para seu bebê Samuel nascido durante a guerra em 25 de julho de 1942 em Hilversum.

Esconderijos para as outras cinco crianças dos Dasberg já haviam sido providenciados no sul do país.

Sendo um oficial de polícia, Marinus estava bem ciente dos perigos envolvidos em esconder uma criança judia. No entanto, ele e Christina decidiram assumir o risco, agindo por humanidade, além de seu amor de inspiração religiosa para com o povo judeu, e ficaram com o bebê em sua casa.

marinus-casamento2As deportações da população judaica da Holanda estavam então bem avançadas e, em 1943, a maioria dos judeus já não se encontrava mais no solo holandês.

Nesse meio tempo, Marinus foi degradado de seu posto de oficial da polícia e transferido a um trabalho burocrático de escritório porque recusou participar de um curso de política nazista alemã e também não aceitou juntar-se ao movimento NSB nazista-holandês.

Os van der Ploeg estavam com trinta e poucos anos e não tinham filhos. Marinus apresentou Samuel aos parentes e vizinhos como sendo o filho de um colega que tinha uma grande família e era incapaz de alimentar todos.

Mesmo que alguns suspeitassem que esta fosse uma história inventada, ninguém mencionou suas dúvidas a terceiros.

Samuel foi tratado como um “pequeno príncipe”, tendo toda a atenção de Christina van der Ploeg em todos os momentos. A mãe de Samuel, escondida por perto, não conseguia resistir ao desejo de ver seu filho, e conseguiu algumas vezes ir à casa dos van der Ploeg, um ato perigoso tanto para ela como para eles.

MARINUS-criançaSamuel permaneceu com os van der Ploeg até a libertação do país do invasor nazista em maio de 1945. Como seus pais, bem como seus irmãos, sobreviveram todos à guerra, ele voltou para seus pais biológicos, mas não os reconheceu como tais.

MEDALHA-JUSTOS-2A separação dos van der Ploeg com o menino Samuel foi difícil para todos os envolvidos. Os van der Ploeg vinham todas as noites para ver Samuel até ele ficar totalmente em paz com seu novo ambiente familiar. Em 1947, os van der Ploeg adotaram uma menina.

Todos ficaram em contato e se visitaram frequentemente, mesmo depois da imigração dos Dasberg para Israel.

Em 28 de outubro de 2007, o Yad Vashem, Museu do Holocausto de Israel, entregou a medalha e o Certificado de Honra a Marinus  e Christina van der Ploeg como “Justos entre as Nações”.

 

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