Após a Segunda Guerra Mundial, o nazismo praticamente desapareceu; no entanto, nos anos 70, alguns pequenos grupos denominados neonazistas começavam a aparecer na Europa.

 neonazismo-no-brasil2Imagens da suástica, adoração ao ditador alemão Adolf Hitler, crença na superioridade da raça ariana. Essas expressões parecem retiradas dos livros de história, mas o nazismo ainda encontra eco no mundo atualmente.

Os neonazistas extrapolaram os limites da Europa e têm milhares de representantes, inclusive no Brasil.

No início da década de 1980, em meio à ebulição do movimento punk, o movimento neonazista surgiu no Brasil.

Associado ao resgate do nazismo do alemão Adolf Hitler, o movimento neonazista origina-se a partir da intolerância e do racismo.

Promove, em sua maioria, a discriminação contra minorias e grupos específicos, como negros, homossexuais, nordestinos, estrangeiros, ameríndios, judeus, comunistas, imigrantes islâmicos, defendendo a “superioridade da raça branca”.

Cirley Santos foi agredido por um grupo neonazista em Niteroi. Garante que foi perseguido por ser nordestino e que esta não foi a primeira vez que o bando, que se autodenomina skinhead, o ataca na cidade.

neonazistas-presos0— Eles me chamaram de nordestino de merda antes de me atacar. Gritaram o nome de (Adolf) Hitler. Essa não foi a primeira vez que fui atacado por um deles. Às vezes, esbarrava com eles em alguns shows. Desde que eu passei a assumir minha paixão por músicas jamaicanas, me tornei alvo — garantiu Cirley, de 33 anos, nascido em Natal, no Rio Grande do Norte.

O negacionismo do Holocausto é explícita ou implicitamente ilegal em quinze países: Alemanha,  Áustria,  Bélgica,  Eslováquia,  França,  Hungria,  Israel,  Liechtenstein,         Lituânia,  Países Baixos,  Polônia,  Portugal,  República Checa,  Romênia e Suíça.

Um projeto de 2007 no Brasil para a criminalização da negação do Holocausto não foi votado até hoje.

Com um impressionante número de 45 mil pessoas, Santa Catarina é o Estado brasileiro com a maior concentração de simpatizantes do nazismo.

Somados os Estados do Rio Grande do Sul e Paraná, a região Sul soma hoje cerca de 100 mil pessoas que apóiam essas ideias.

Os números estão em um estudo realizado pela antropóloga e pesquisadora Adriana Dias, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em 2013.

O mesmo fenômeno de expansão foi observado nas 250 redes sociais que a antropóloga analisou, já que 91% delas possuem comunidades neonazistas, antissemitas e negacionistas do Holocausto. A pesquisa mostrou também que o número de blogs sobre o assunto cresceu mais de 550%.

Considerado um crime, o neonazismo é caracterizado pela publicação de símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda da suástica (também conhecida como cruz gamada) para divulgar ou incentivar o nazismo.

O Painel de decisões da União Européia a respeito de Racismo e Xenofobia decidiu que “negar ou trivializar brutalmente crimes de genocídio deve tornar-se passível de punição em todos os estados membros da UE”.

É extraordinário (e assustador) como o nazismo ainda rasteja por aí após tudo que aconteceu no mundo e na Alemanha onde foi criado.

Quem quiser poderá encontrar na Internet um link de um portal (entre outros) onde um simpatizante nazista neonazistas-Jeff Schoepprotesta contra a punição de Streicher.

O site é http://inacreditavel.com.br/wp/ cuja sede é, ou era, em Campinas, SP.

O proprietário não é um “careca” alemão. É um brasileiro. Um nazista tupiniquim chamado Marcelo Franchi.  Ele mesmo confessa ter morado quatro anos na Alemanha onde se “inspirou”, ou se financiou, para montar o site no Brasil.

Já publiquei anteriormente nesse portal um dos artigos dele em defesa do nazista Julius Streicher, parceiro de Hitler, ( http://portaljudaico.com.br/6156-2/ )   o famigerado proprietário do jornal pornográfico e furiosamente antissemita Der Sturmer, condenado no Tribunal de Nuremberg. Para quem não viu, volto a postar:

“O Martírio de Julius Streicher”

“Dentre os homens que foram linchados na farsa pseudo-jurídica de Nuremberg, o caso de um em particular se destaca: Julius Streicher”.

“Ele foi levado ao cadafalso sem ter tido participação alguma nos eventos da Segunda Guerra Mundial ou atividade neonazismo-nos euamilitar de qualquer espécie. Qual, então, foi seu crime? Simples. Publicar um jornal”.

Eis outros tópicos do site:

  • “O especulador judeu, George Soros se intrometendo onde não é chamado”.
  • “A hipócrita indignação de um jornal israelita”.
  • “Nacional-Socialismo em essência” –                                                                                (Nacional-Socialismo é o nome por extenso de Nazismo).  O artigo descreve as “excelências” das idéias nazistas.

Uma processo movido contra o site acabou por ser arquivado. Eis o que  o proprietário do site anunciou:

“Como já esperado pela equipe do inacreditavel.com.br, já em 2006 o site fora denunciado junto ao Ministério Público Federal por apresentar suposto conteúdo racista. Como o assunto é de interesse geral, pois muitos se sentem constrangidos e pensam que estão agindo fora da lei quando discordam da versão oficial do suposto Holocausto judeu, relatamos a seguir em detalhes as diversas fases, desde a incauta denúncia até a manifestação do Ministério Público e decisão do juiz.”:

“Uma vez concluída a fase policial, o Ministério Público emitiu seu parecer onde solicita o arquivamento da denúncia e não vê absolutamente qualquer indício de antissemitismo, discriminação ou preconceito racial contra quem quer que seja. Ato contínuo, uma louvável decisão do juiz competente pelo caso mostra a isenção ainda existente em nosso Poder Judiciário, frente à influência cada vez maior de sinistros grupos de interesse, onde certas minorias, se neonazismo-Ursulajulgando eleitas, pensam poder atropelar a comunidade do povo.” (sic).

No mês passado (outubro) um tribunal alemão sentenciou uma octogenária a 11 meses de prisão por ter declarado que o Holocausto era “a maior mentira” da história. Ursula Haverbeck, de 87 anos, declarou em abril de 2015, durante o julgamento do ex-contador do campo de extermínio de Auschwitz que o genocídio dos judeus foi “a maior mentira e a mais duradoura” na história do mundo.

O tribunal de Hamburgo (norte) condenou a ré por “incitar o ódio”, após uma audiência na qual reafirmou suas palavras e acusou a justiça de condenar aqueles que questionam o Holocausto, “perpetuando uma mentira”.

A mulher, já havia sido condenada em várias ocasiões por fazer declarações semelhantes. No entanto, é a primeira vez que ela recebe uma sentença de prisão.

 

https://portaljudaico.com.br/vendoo/uploads/2016/11/neonazistas-brasil.jpghttps://portaljudaico.com.br/vendoo/uploads/2016/11/neonazistas-brasil-150x150.jpgMoisés SpiguelHISTÓRIAS DO HOLOCAUSTONazismo,neonazismoApós a Segunda Guerra Mundial, o nazismo praticamente desapareceu; no entanto, nos anos 70, alguns pequenos grupos denominados neonazistas começavam a aparecer na Europa.  Imagens da suástica, adoração ao ditador alemão Adolf Hitler, crença na superioridade da raça ariana. Essas expressões parecem retiradas dos livros de história, mas o nazismo ainda...Comunidade Judaica Paulistana