Peter Lorre-capa

Peter Lorre, nascido László Löwenstein no Império Austro-Húngaro (atual Eslováquia) em junho de 1904, foi um ator de cinema e teatro austríaco de ascendência judia. Mudou-se para a Alemanha onde estreou no palco e no cinema em fins de 1920.

Lorre causou uma sensação internacional com o filme M, o Vampiro de Dusseldorf escrito e dirigido por Fritz Lang onde interpreta um serial-killer de crianças. O filme conta a história de uma cidade apavorada por um assassino de crianças. Com o noticiário dos crimes, as crianças passam a ser proibidas de sair na rua e o povo todo fica em alerta.

Peter Lorre-MÉ oferecido um prêmio por sua captura e juntam-se nessa caçada a população, a polícia e até os bandidos, que não querem encontrar o culpado apenas para ganhar a recompensa, mas para acabar com a intensa vigilância da polícia na cidade toda, o que dificulta seus “negócios”.

Capturado finalmente pelos bandidos é submetido a um tribunal improvisado em que Lorre arrasa na interpretação (veja o trailler com a cena do julgamento no final do texto).

Com o advento do nazismo em 1933, por ser judeu, deixou a Alemanha.

Passou por Paris e Londres e finalmente se estabeleceu nos Estados Unidos, onde acabou se tornando um ator característico em muitos filmes de crime e mistério de Hollywood.

Impressionado com a atuação de Lorre no filme alemão M, o Vampiro de Dusseldorf , Hitchcock  convidou o ator, recém-saído da Alemanha Nazista, para seu filme, na Inglaterra, O homem que Sabia Demais (1934).

Peter Lorre-O Homem Que Sabia DemaisNele, uma família tem suas férias em uma estação de esqui interrompidas quando a filha é sequestrada. O sequestrador é Lorre, com uma mecha branca no cabelo que o faz parecer um gambá.

O motivo do sequestro? A mãe (interpretada por Edna Best) presenciou um assassinato e ficou conhecendo detalhes sobre uma conspiração.

Esse foi seu primeiro filme falado em inglês, produzido na Grã Bretanha. O filme ganhou uma refilmagem 22 anos depois em Hollywood em 1956 com o mesmo título e com o mesmo diretor, Alfred Hitchcock.

Os novos atores foram James Stewart e Doris Day nos papeis principais. E levou o Oscar de Melhor Canção por “Que Será, Será” (Whatever Will Be, Will Be), cantada por Doris Day apesar dela ter reclamado da canção ao diretor. Achou demasiadamente infantil.

Peter Lorre participou de mais de 80 filmes, entre eles uma série onde interpreta Mr. Moto, um detetive japonês. Seria fastioso citar todos aqui.

Mas alguns dos mais conhecidos foram, além de M, o Vampiro de Dusseldorf e O Homem que Sabia Demais, também Casablanca, O Falcão Peter Lorre-falcão maltes2Maltês (Relíquia Macabra) e Cassino Royale de 1954 onde faz o papel do vilão Le Chiffre, na primeira adaptação do romance de Ian Fleming sobre o Agente 007 (antes de ‎Sean Connery surgir no papel de James Bond em 1963).

Em um apanhado de sua carreira poderia ser dito em relação aos seus personagens, que:

Aos 27 anos ele matava criancinhas. Aos 30 tinha um penteado esquisito e sequestrou uma garota de férias em uma estação de esqui.

Aos 37 fez parte de um bando complicado que procurava uma estatueta valiosa.

.Aos 39 matou duas pessoas para conseguir passes para sair do Marrocos direto para Portugal e escapar da Segunda Guerra Mundial.

Aos 50 era o assistente medroso do capitão meio maluco de um submarino. E aos 59 foi um mágico transformado em corvo.

Essas foram algumas das muitas vidas de Peter Lorre nas telas. Baixinho (1,61m), meio gorducho, olhos esbugalhados, sotaque inconfundível, nunca foi sequer indicado ao Oscar. Mas interpretou alguns personagens de arrepiar os cabelos.

Peter Lorre-Zona ProibidaPeter Lorre lutou a vida toda contra um vício em morfina, adquirido após complicações de uma cirurgia em 1927 quando lhe foi receitado o uso de morfina para diminuir as terríveis dores.

Mesmo assim, ele conquistou admiradores: em um anúncio para seu primeiro filme americano Mad Love (Amor Louco) em 1935, onde ele é descrito como o melhor ator da época por ninguém mais, ninguém menos que Charles Chaplin.

Lorre foi casado três vezes. Com Celia Lovsky (1934–1945, divorciados). Com Kaaren Verne (1945–1950, divorciados) e Anne Marie Brenning (1953-1964, sua morte).

Em fevereiro de 1960, Lorre foi honrado no Hall da Fama de Hollywood, com uma estrela na calçada da Hollywood Boulevard, número 6610.

Peter Lorre morreu em 23 de março de 1964 de um infarto. Seu corpo foi cremado e as cinzas foram enterradas no Hollywood Forever Cemetery em Hollywood. O consagrado ator Vincent Price leu o necrológio no funeral.

 Trailler do filme alemão de 1931, M, o Vampiro de Dusseldorf,  que impressionou Hitchcock

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