dove--shalom-david-devoeNa vida passamos de uma emoção à outra. Quando não estamos tristes ou felizes com nossas vidas, nos preocupamos com nossos futuros, nos arrependemos dos nossos passados, ou nos preocupamos com os outros, amamos, odiamos, ajudamos.

Mas serão nossas emoções simplesmente sensações? Elas teriam consequência para nós? Fariam diferença para o nosso corpo?

Há muitos anos atrás li um estudo onde diziam que as palavras vibravam diferentemente e os autores afirmavam terem conseguido medir a energia de várias palavras que traduziam emoções. Infelizmente não encontro a referência, isso foi há mais de 15 anos atrás, mas me marcou profundamente. Adivinhem qual foi a palavra que tinha mais energia? Talvez você, como eu, pense meio-intrigado: “Amor, não é óbvio?”.

Amor é o sentimento sublime de ver a perfeição no outro, de querer lhe dar tudo, de se doar inteiramente ao outro. Fazemos isso em contrapartida pela maravilhosa sensação de simplesmente amar. Não pode haver emoção que nos eleve mais em termos de energia, não?

Talvez o fato de tanto doar não naturalmente nos proporcione mais energia, apesar de que seja claro o sentimento de vida, de alegria e entusiamo que sentimos. Talvez se sentir amado seja ainda melhor? Afinal, quando somos amados, recebemos uma dose extra de energia vindo de uma segunda tomada plugada no cabo da vida.

Não, incrivelmente não é nem “Amar” nem “Ser Amado” as emoções que mais elevam a energia do ser humano.

A palavra com maior energia é o sentimento de “PAZ”. Talvez por isso os judeus tão corretamente desejem isso ao próximo toda vez que se encontram e se despedem. SHALOM.

E a palavra que mais baixa a energia da pessoa? Ódio? Raiva?

A palavra que mais baixa nossa energia não são essas emoções explosivas, negativas. Há uma silenciosa, mas que faz ainda mais mal.

Arrependimento…

Dizemos: “Se arrependimento matasse…”. Não sei se mata o corpo, mas nos mata mil vezes antes de morrermos…

Por isso precisamos que nossos atos sempre nos tragam a paz e devemos fazer de tudo para que nossos arrependimentos sejam poucos e sejam pelo menos úteis ao nosso crescimento. Fazer Teshuvá em época de Grandes Festas é uma cura individual e coletiva de um dos males que nos atinge, que é o arrependimento por atos que cometemos aos outros e pelos quais nos condenamos. Mas há outros tipos de arrependimento: não fazer, não arriscar, não se permitir, errar.

Por isso, devemos refletir sobre todos os nossos atos para evitarmos arrependimentos. Escolhamos a vida em todos os nossos dias.

De agora em diante, sempre que desejarmos a paz àqueles que cruzam nossos caminhos, tenhamos na mente e no coração que estamos desejando-lhes o que há de melhor no mundo.

Shalom!

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