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No próximo dia 24 de abril lembramos o Dia em Memória do Holocausto e do Heroísmo. A data lembra os 6 milhões de judeus assassinados nas mãos dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945. Como esta data foi escolhida? Alguns rabinos em Israel pretendiam que fosse criado um Dia de Kadish – oração recitada pelos enlutados – em um dia de jejum do calendário judaico no mês de janeiro.

Por outro lado, havia judeus seculares que sugeriam fixar o Dia do Holocausto em 19 de abril – hoje – início do Levante do Gueto de Varsóvia, para enfatizar a resistência de jovens liderados por Mordechai Anielewicz, que decidiram lutar até a morte contra os nazistas e servem até hoje de exemplo para jovens judeus sionistas, que se mantêm sensibilizados e atentos ao ovo da serpente nazifascista, que começa a rachar e a dar luz para o horrendo monstro que guarda dentro de si.

Por fim, decidiu-se que o Dia em Memória do Holocausto seria uma semana antes do Dia da Independência do Estado de Israel. Hoje me parece cada vez mais relevante lembrar a memória dos que pereceram no Holocausto, na Shoá. Vivemos dias em que agredir pessoas com base em (des)valores políticos ou religiosos acontece diante dos nossos olhos. Vivemos dias em que um político brasileiro elogia um torturador. Termos como “fascista”, antes lançados no lixo da história, voltaram às bocas das pessoas, usados muitas vezes para ofender o adversário político, sem grandes conexões nem muita consciência do horror que era o regime fascista, irmão do nazista.

Uma das táticas dos nazifascistas era desumanizar o outro: os judeus eram vistos como piolhos ou seres degenerados. Não falta hoje no discurso de muitos brasileiros a mesma reação de nomear seus adversários políticos como vermes, psicopatas, animais. A desumanização do outro é um dos primeiros passos que “autorizam” matar sem sentir culpa. Temos a obrigação de brecar este movimento já. O Dia do Holocausto é um Sinal de Pare. Não temos o direito de ultrapassar o sinal. Nunca Mais.

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